"A divulgação de hoje das cartas, vídeos, arquivos de áudio e outros materiais coletados da Al Qaeda oferece a oportunidade para o povo americano obter mais informações sobre os planos e o funcionamento desta organização terrorista", disse o diretor da CIA, Mike Pompeo. "A CIA continuará buscando oportunidades para compartilhar informações com o povo americano de acordo com nossa obrigação de proteger a segurança nacional".
Esse material integra os pacotes de arquivos divulgados em 20 de maio de 2015, 1º de março de 2016 e 19 de janeiro de 2017 e atende a Lei de Autorização de Inteligência de 2014. Aproximadamente 79 mil arquivos referem-se a áudio e imagem, que incluem desde discursos políticos e ensaios até imagens reunidas pela Al Qaeda para uma variedade de propósitos.
Outros 10 mil arquivos são vídeos, que, além dos filmes infantis e aulas de crochê, reúnem esboços de vídeos ou declarações de Bin Laden e propaganda jihadista. Há ainda vídeos populares na internet, com bebês e gatos, de documentários sobre o próprio Bin Laden.
Esses materiais revelam informam sobre as origens das fissuras que existem entre a Al Qaeda e o Estado Islâmico, como divergências estratégicas, doutrinas religiosas e dificuldade de articulação da Al Qaeda e de seus aliados quando da morte do Osama bin Laden.
Há ainda imagens que mostram pela primeira vez Hamza bin Laden adulto. Filho de Osama, ele é considerado o herdeiro do pai. A maior parte do material está em árabe e só sofreu modificação de forma a impedir edições no original.
Entre os 18 mil arquivos de textos, uma das grandes descobertas foi o diário de Osama e documentos em que versa sobre a comemoração dos dez anos do atentado às Torres Gêmeas e os esforços da Al Qaeda para mudar visão negativa perante o mundo e os muçulmanos.
Os novos arquivos divulgados estão no site da CIA, que também disponibiliza o material lançando anteriormente.
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