Arcebispo de Olinda e Recife pede mais solidariedade em visita a abrigo de idosos no Dia do Pobre

domingo, novembro 19, 2017
Os 108 idosos que vivem no Abrigo Cristo Redentor, no bairro de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, receberam a visita do arcebispo de Olinda e Recife Dom Fernando Saburido neste domingo (19), data em que a igreja católica celebra o Dia do Pobre. Segundo o religioso, a visita ao local foi oportuna, já que a instituição, que já chegou a abrigar quase 350 idosos, quase fechou as portas devido à falta de ajuda da sociedade.

“É uma feliz coincidência ter vindo aqui nesse dia, porque esse abrigo está sempre ameaçado de fechar porque falta solidariedade. A ideia é fazer um apelo para que a comunidade seja mais solidária com esses irmãos que estão aqui”, frisa o arcebispo.

Segundo Dom Fernando Saburido, a data foi instituída pelo Papa Francisco. “É uma ocasião em que o mundo inteiro está voltado para refletir sobre a situação da pobreza e para que nós não sejamos indiferentes à situação de pobreza”, afirma.

A última reforma ocorreu no mês de agosto e foi feita por voluntários da ONG Novo Jeito, que fizeram, sem custo, um serviço orçado em R$ 300 mil. No fim do ano, no entanto, os gastos aumentam com o pagamento dos 85 funcionários e, para manter a felicidade de internos como Dona Maria Tereza Peixe, de 87 anos, o abrigo precisa de doações.

“A vida aqui não é monótona, a vida aqui é alegre. Escolhi vir para cá porque temos médico de graça, clínico geral, cardiologista e agora temos geriatra. Seria bom que as pessoas continuassem nos ajudando, que não se esqueçam”, afirma a idosa de 87 anos.

O abrigo Cristo Redentor é mantido através de um convênio com a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes no valor de R$ 44 mil mensais e parte dos benefícios dos idosos. O dinheiro cobre metade das despesas, mas para quitar a outra parte, o abrigo depende de doações.

“A despesa mensal do abrigo é de R$ 220 mil, mas no mês de dezembro, o gasto chega a R$ 330 mil. Precisamos cumprir com a folha de pagamento dos nossos funcionários e manter a instituição ativa, por isso precisamos que as pessoas cheguem até nós para doar”, explica Sibele Rosado, coordenadora de recursos do Abrigo Cristo Redentor.



G1PE

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