Segundo o gestor do DPCA, Darlson Macêdo, as investigações começaram há cerca de seis meses, quando a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Adolescente do Estado (SDSCJ) solicitou que a polícia averiguasse o motivo de as duas meninas sempre fugirem do abrigo. Elas chegavam a ficar até dois dias desaparecidas.
A polícia descobriu que as garotas, assim como outras crianças, sempre visitavam a casa de Luiz. O suspeito, conhecido como “Jeti”, teve a prisão preventiva decretada por solicitação do departamento, indiciado por estupro de vulnerável e fornecimento de drogas lícitas a crianças.
No momento da prisão, nenhum material suspeito foi encontrado na residência onde Luiz morava com o pai, já idoso e que, segundo a polícia, desconhecia a relação do filho com as crianças.
Outras investigações
Ainda, segundo o DPCA, o homem estaria envolvido com outros dois casos de violência contra adolescentes, que também estavam abrigados nesta unidade da Madalena. Está em curso a investigação do estupro de uma jovem de 15 anos e da agressão a um rapaz de 16 com problemas mentais.
Nesta última situação, o menino afirma ter testemunhado abusos sexuais na residência de Luiz Carlos, ter sido espancado e coagido a dizer, em depoimento no hospital, que havia sido atropelado. Nos próximos dias, um laudo médico pode levar o homem ser indiciado por lesão corporal ou tortura.
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