"Mas a vida de um papa não é fácil", explicou o Santo Padre, em vídeo gravado no Vaticano. A mensagem foi transmitida no início da missa campal, na manhã desta quinta-feira (12), na área externa do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
Em seis minutos, o papa buscou transmitir esperança aos fiéis -são esperados 200 mil nesta sexta-feira (13), número 20% maior do que em anos anteriores. "A esperança é a virtude que deve permear o coração dos que creem, sobretudo quando ao nosso redor as situações de desespero parecem querer nos desanimar." "Não se deixem vencer pelo desânimo", disse o papa, que repetiu a frase: "Não se deixem vencer pelo desânimo. Confiem em Deus."
"O Brasil hoje necessita de homens e mulheres cheios de esperança e firmes na fé, que deem testemunho de que o amor manifestado na solenidade e na partilha é mais forte e luminoso que as trevas do egoísmo e da corrupção", disse.
Em seu nome, o Papa enviou o representante do Vaticano no Brasil, dom Giovanni Battista Re. O líder da Igreja também endereçou um presente a Aparecida: uma rosa de ouro, exibida na missa ao lado de uma réplica de Nossa Senhora Aparecida. O presente é uma tradição que ele concede a santuários e personalidades católicas.
Assistiam ao discurso transmitido pelo telão, em área reservada da cerimônia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e os ministros Gilberto Kassab (PSD) e Antonio Imbassahy (PSDB) -este, titular da Secretaria-Geral de Governo, representando Michel Temer. O presidente não veio à cerimônia e também gravou um vídeo, divulgado nesta manhã.
Vaias
Ao serem anunciados pelo padre, Alckmin, Kassab e Imbassahy foram vaiados brevemente pelos fiéis. A vaia durou poucos segundos, e os sacerdotes logo prosseguiram a cerimônia religiosa, conduzida integralmente por Battista Re.
Além da missa, Alckmin assinará no Santuário a liberação de unidades habitacionais do CDHU em Aparecida. Já Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, participará do lançamento de um selo postal especial para o Jubileu, acompanhado do presidente dos Correios.
FOLHAPE



