Segundo o xerife da polícia de Las Vegas, Joseph Lombardo, investigadores esperam que a namorada de Paddock possa ajudá-los a entender a motivação do atirador, que até o momento é incerta. A polícia investiga também uma remessa de US$ 100 mil (R$ 315 mil) feita pelo atirador às Filipinas em 25 de setembro, três dias antes de se hospedar em Las Vegas.
Paddock e Danley moravam juntos em um casa no vilarejo de Mesquite, que fica a cerca de 120 km de Las Vegas, cidade onde Paddock disparou os tiros que mataram 59 e feriram 527 pessoas em um festival de música no último domingo (1º).
Logo no início das investigações, ela foi declarada uma "pessoa de interesse" e foi localizada pela polícia. As autoridades informaram que ela tem cooperado com as investigações e que até o momento não há indícios de que ela teria qualquer envolvimento no ataque.
Uma autoridade filipina confirmou que Paddock viajou ao menos duas vezes para o país, em 2013 e 2014, em datas próximas ao seu aniversário, e que ele teria permanecido por cinco ou seis dias.
Australiana
Dunley é australiana e tem origens filipinas. Jordan Knights, 23, um de seus sobrinhos que mora em Brisbane, na Austrália, e que visitou o casal em Las Vegas alguns meses antes do atentado, disse que não sabia do interesse de Paddock por armas.
"Parecia que ele cuidava da minha tia e isso era tudo", disse Knights a um canal de TV australiano. "Ele não parecia ser esse tipo de cara", afirmou.
Irmãs de Dunley que não quiseram se identificar à emissora disseram acreditar que Paddock havia enviado sua namorada ao exterior para que ela não pudesse interferir nos planos do tiroteio. Elas ficaram surpresas ao saberem que a irmã tinha viajado para as Filipinas há algumas semanas atrás.
"Eu sei que ela não sabe de nada", afirmou uma das irmãs, acrescentando que Dunley era "uma boa pessoa" e que ela teria impedido Paddock se estivesse presente.
As impressões dos familiares da namorada de Paddock são similares às da própria família do atirador. Seu irmão, Eric Paddock, o descreveu como "um cara bem de vida que gostava de jogar vídeo pôquer e de viajar em cruzeiros".
Ele disse que a família ficou "perplexa" com os atos de Stephen. "Ele nunca sacou sua arma, não faz o menor sentido" disse. Ele contou que seu irmão tinha algumas pistolas, talvez um fuzil, "mas nenhuma arma automática".
FOLHAPE



