Além dos clubes, a iniciativa conta com a parceria da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), as polícias Civil e Militar e o GTRacismo (Grupo de Trabalho de Enfrentamento à Discrimiação Racial) do MPPE. Entre as ações esperadas, está o trabalho de conscientização dos torcedores.
Na solenidade, estiveram presentes o procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros, e a procuradora de Justiça e coordenadora do GT Racismo do MPPE, Bernadete Figueiroa, além do presidente da FPF-PE, Evandro Carvalho, o goleiro Jefferson, do Náutico, o diretor de futebol do Santa Cruz, Constatino Júnior, e a jogadora de futebol do Sport, Ary Borges, convocada para as seleções sub-17 e sub-20.
“É complicado ter que conviver com essa ideia de um tema que foi relevante na Idade Média e que ainda precisa ser debatido atualmente, sendo colocado como projeto institucional e manchete de jornais”, disse o procurador-geral, que foi mais enfático. “Temos uma sociedade racista”, lamentou, citando, entre outros casos, o goleiro Aranha, que foi ofendido em um jogo na Arena do Grêmio, em 2014, e Daniel Alves, atingido por uma banana na época em que defendia o espanhol Barcelona.
"Racismo é uma violência que se materializa de várias formas, interfere na construção da identidade e autoestima", citou Bernadete. Ela destacou a ainda a falta de referências de casos de racismo nas súmulas dos jogos e disse que muitos casos não chegam ao MPPE por falta de estímulo à denúncia.
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