O documento só foi divulgado pelo MPF na quarta e trouxe informações sobre o estilo de vida do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil, que renunciou no dia 11 de outubro e nesta quinta conseguiu o habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Morador do Jardim Pernambuco, bairro de luxo da Zona Sul do Rio de Janeiro, ele costumava frequentar hotéis e restaurantes de alto nível, mas pagava tudo em espécie. Até mesmo os salários de funcionários de sua residência.
Na página 137 das 157 da denúncia do MPF consta o seguinte trecho: "documentos apreendidos na residência de Carlos Nuzman demonstram que grande parte de suas contas é paga em espécie, de modo a dificultar a constatação da disparidade entre os seus gastos mensais e os rendimentos declarados". Além disso, na página 145, é possível ver que foram feitos saques, em dinheiro, no total de R$ 1.421.903,00 no período de 09/01/2014 a 28/4/2015, da conta do Comitê Olímpico do Brasil, de onde Nuzman era presidente.

Na planilha acima, ainda é possível observar esse contraste. Por exemplo, funcionários pessoais de Nuzman, como Edina dos Santos Rufino e Rogério Alves, foram ouvidos pela Procuradoria de República e admitiram receber os valores em dinheiro, conforme o depoimento reproduzido na denúncia:
(...) na casa trabalhavam a depoente, o cozinheiro ROGÉRIO, uma faxineira e uma passadeira, estas duas últimas não eram fixas, ou seja, eram diaristas; Que o motorista era o AFRÂNIO; Que o motorista cuidava da piscina e do jardim; Que trabalhou na casa do Jardim Pernambuco até abril de 2017; Que, após, continuou a trabalhar com Márcia Peltier no apartamento da Rua Francisco Otaviano, n. 120/401; Que o salário era de R$ 2.700,00, mas agora aumentou para R$ 3.500,00, porque trabalha sozinha; Que a secretaria de CARLOS NUZMAN, Tereza, fazia o seu pagamento em dinheiro; Que preferia assim pela facilidade, mas que hoje recebe, às vezes em dinheiro e às vezes em depósito bancário.
Na página 137 das 157 da denúncia do MPF consta o seguinte trecho: "documentos apreendidos na residência de Carlos Nuzman demonstram que grande parte de suas contas é paga em espécie, de modo a dificultar a constatação da disparidade entre os seus gastos mensais e os rendimentos declarados". Além disso, na página 145, é possível ver que foram feitos saques, em dinheiro, no total de R$ 1.421.903,00 no período de 09/01/2014 a 28/4/2015, da conta do Comitê Olímpico do Brasil, de onde Nuzman era presidente.

Na planilha acima, ainda é possível observar esse contraste. Por exemplo, funcionários pessoais de Nuzman, como Edina dos Santos Rufino e Rogério Alves, foram ouvidos pela Procuradoria de República e admitiram receber os valores em dinheiro, conforme o depoimento reproduzido na denúncia:
(...) na casa trabalhavam a depoente, o cozinheiro ROGÉRIO, uma faxineira e uma passadeira, estas duas últimas não eram fixas, ou seja, eram diaristas; Que o motorista era o AFRÂNIO; Que o motorista cuidava da piscina e do jardim; Que trabalhou na casa do Jardim Pernambuco até abril de 2017; Que, após, continuou a trabalhar com Márcia Peltier no apartamento da Rua Francisco Otaviano, n. 120/401; Que o salário era de R$ 2.700,00, mas agora aumentou para R$ 3.500,00, porque trabalha sozinha; Que a secretaria de CARLOS NUZMAN, Tereza, fazia o seu pagamento em dinheiro; Que preferia assim pela facilidade, mas que hoje recebe, às vezes em dinheiro e às vezes em depósito bancário.
(EDINA DOS SANTOS RUFINO – DOC n.º 36) Que trabalha na casa de CARLOS NUZMAN há treze anos; Que foi trabalhar lá por indicação da sra. Joy Garrido; Que começou trabalhando como caseiro e tinha como atribuições cuidar da piscina, limpar o 1º e o 3º andares; Que o 2º andar ficava por conta da EDNA e antes dela, outros empregados; Que com a saída da cozinheira, assumiu essa tarefa, desde 2012, aproximadamente; Que também trabalhava o motorista Afrânio, o qual passou a cuidar da piscina; Que Tereza também trabalha na casa e é secretária de CARLOS NUZMAN e de sua ex-esposa, Márcia Peltier; Que tem uma passadeira a cada duas semanas; Que Edina era quem lavava a roupa; Que hoje não tem mais motorista, porque Afrânio, assim como Edina, foi trabalhar com Márcia Peltier; Que o salário é de R$ 4.400,00 somando-se R$ 600,00 de passagem; Que o salário é recebido em dinheiro; Que o pagamento é feito pela secretária – dizia a denúncia.
O que mais impressiona, entretanto, é que as declarações do imposto de renda de Nuzman, por exemplo, não registram remuneração recebida do COB ou do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O dirigente de 75 anos justifica a origem de seu patrimônio a partir do recebimento de valores de pessoas físicas e do exterior. Por outro lado, de acordo com o documento, “não há explicações sobre quem efetivamente lhe remunerou”.
Nesta quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou o pedido de habeas corpus do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman. A liminar foi analisada na tarde em Brasília, e a Sexta Turma do STJ decidiu que o dirigente de 75 anos será solto da penintenciária de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde está preso desde 5 de outubro.
O que mais impressiona, entretanto, é que as declarações do imposto de renda de Nuzman, por exemplo, não registram remuneração recebida do COB ou do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O dirigente de 75 anos justifica a origem de seu patrimônio a partir do recebimento de valores de pessoas físicas e do exterior. Por outro lado, de acordo com o documento, “não há explicações sobre quem efetivamente lhe remunerou”.
Nesta quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou o pedido de habeas corpus do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman. A liminar foi analisada na tarde em Brasília, e a Sexta Turma do STJ decidiu que o dirigente de 75 anos será solto da penintenciária de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde está preso desde 5 de outubro.
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