A CCJ pode votar nesta quarta o parecer sobre a denúncia contra o peemedebista. Jungmann e Bezerra devem voltar para o ministério nos próximos dias.
Com a ida temporária dos ministros para a Câmara, perderão os mandatos os suplentes Severino Ninho (PSB-PE) e Creuza Pereira (PSB-PE). Os dois assinaram um pedido de destituição de Tereza Cristina (PSB-MS), aliada de Temer, da liderança do partido na Casa.
A ideia era retirar a deputada e, com um novo líder no comando, fazer indicações à CCJ de deputados que votariam contra Temer. Porém, com a saída dos dois suplentes, não haverá assinaturas suficientes para que a destituição seja efetivada.
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que coordena a tentativa de destituição, disse que a exoneração dos ministros é uma “manobra clara” do Palácio do Planalto, que “interferiu dentro da bancada” para impedir as mudanças na CCJ.
“Se a gente conseguisse fazer essa destituição, nós iríamos alterar dois membros que, na primeira denúncia, votaram a favor do Temer”, afirmou.
“Nós vamos tentar reverter essa atitude do governo de intromissão clara dentro do partido, no desejo de blindar o senhor Michel Temer. É uma interferência, tirando ministros para que possa alterar a votação de um parecer aqui na CCJ”, enfatizou Delgado.
Entre os argumentos que chegaram a membros da bancada para justificar as exonerações está a proximidade do fim do prazo para que deputados apresentem emendas ao orçamento – recursos que serão destinados a obras em seus estados.
Os parlamentares têm até sexta-feira (20) para entregar os pedidos à Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso. De volta a seus mandatos na Câmara, os ministros podem apresentar as emendas com a destinação que desejarem.
G1



