Ministro defende Lei Rouanet na abertura da XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

sexta-feira, outubro 06, 2017
Evento já consolidado no calendário pernambucano, a XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco abre as portas nesta sexta-feira (6) com o público bastante resumido se comparado com os anos anteriores. A abertura do evento contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que defendeu a Lei Rouanet, a qual caracteriza como a "Geni" do Brasil, em referência a música de Chico Buarque. "A Lei Rouanet e a Lei do audiovisual, juntas, representam 0,64% da renuncia fiscal do país. Como algo que representa 0,64% de alguma coisa pode ser o vilão, o responsável por todos os males do país?", provocou.

Acompanhado do Prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD) e do secretário de Cultura do município, Gilberto Sobral (PRB), ele reforçou o valor econômico das atividades culturais "Temos uma cultura imensa, uma das mais diversas do mundo. E que se não monetizarmos esse ativo ele perde seu potencial social, cultural e econômico. Portanto Cultura é desenvolvimento. Cultura é inclusão" disse.

Leitão também abordou em seu discurso a performance feita pelo carioca Wagner Schwartz que ocorreu no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. Ele defendeu a expansão da classificação indicativa para exposições e outras atividades artísticas. "Independente das nossas visões de mundo, as leis e a constituição são nosso denominador comum. É a ela que devemos recorrer diante dos conflitos", pontua.

A presença do ministro em Pernambuco também teve o objetivo de acompanhar as obras culturais em andamento no Estado. Os parlamentares, nesta sexta-feira (6) visitaram obras relacionadas ao PAC Cidades Históricas. "Esse foi um dos motivos de eu estar aqui. Para constatar os investimentos que estamos fazendo. É uma forma de fiscalizar o que chega a nós por relatórios, porque papéis aceitam qualquer coisa", falou. Além disso, ele liberou verbas para recuperação das bicas de Olinda e visitou o Cine Duarte Coelho, localizado no Varadouro.

Durante seu discurso, o ministro não citou o pedido, reforçado pelo presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Luiz Otávio Cavalcanti, em sua fala sobre o tombamento da casa de Clarice Lispector no Recife, enviado em julho ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Teatro do Parque

Quando questionado sobre o Teatro do Parque, que está fechado desde 2010, Leitão informou que já conseguiu separar cerca de R$ 600 mil para o início da restauração do equipamento. "Vamos ver também como a ajudar a prefeitura com os recursos que faltam, faltam ainda R$ 2,4 milhões", contabilizou. Uma das opções, apontada pelo ministro, seria emendas no orçamento da união. "O período de apresentação de emendas para o orçamento de 2018 está aberto, assim, senadores e deputados de Pernambuco podem apresentar propostas de emendas para o restauro deste teatro. Nós poderemos então complementar os recursos que o ministério aportará esse ano", disse. A verba inicial de R$ 600 mil será disponibilizada, segundo Leitão, até o final do ano.



FOLHAPE

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