De acordo com Lívia Macedo, coordenadora do projeto de combate ao trabalho infantil do Ministério Público do Trabalho em Pernambuco, as atividades exercidas por crianças precarizam a infância e podem dar margem a outros tipos de atividade. "Temos muitas crianças trabalhando em feiras, em praias, como ambulantes, ou até mesmo em lixões. Isso é muito ruim porque elas ficam bem mais suscetíveis ao tráfico ou à prostituição", afirma.
Segundo a organização do evento, que chegou à 5ª edição em 2017, o objetivo da Marcha Contra o Trabalho Infantil é chamar a atenção da sociedade e de órgãos de defesa de direitos para a causa e sobre a importância do combate às atividades impostas às crianças. De acordo com a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), a manifestação não interrompeu o tráfego durante o percurso da caminhada.
Estudantes e representantes de instituições que combatem o trabalho infantil participaram da marcha, carregando cartazes que alertavam para os riscos do problema. Segundo a organização do evento, 500 pessoas participaram da caminhada.
Para combater o trabalho infantil, é possível ligar para o Disque Direitos Humanos, no número 100, ou ir à sede do Ministério Público do Trabalho, no número 2000 da Avenida Agamenon Magalhães, no Espinheiro, na Zona Norte do Recife.
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