“Tudo será colocado na mesa e devemos definir nesta semana. Vamos levar em conta a questão financeira, de custo de jogo e outras variáveis. Ate sexta definiremos isso”, afirmou o vice-presidente do clube, Diógenes Braga.
Uma coisa é certa: a decisão não será unilateral. “A diretoria ouviu a posição da Comissão Técnica e dos atletas. Temos que fazer nosso trabalho da melhor forma. Na Arena ganharemos em qualidade técnica, mas temos também sérias dificuldades financeiras. Se você me perguntar em que lugar prefiro, eu digo que voto por onde os torcedores se sentirem mais abraçados. Mas se eles não forem (aos jogos), temos que ver onde vamos perder menos dinheiro. Nossa diretoria é democrática e nos ouviu, mas a decisão cabe a eles”, frisou o treinador.
Na Arena de Pernambuco, o Náutico não gastaria com hospedagem, alimentação e custos operacionais. Além disso, o clube pode lucrar caso os valores recebidos com as vendas de ingressos ultrapassem os custos de abertura do local. No Lacerdão, porém, o Timbu precisaria arcar com as despesas, além de continuar com as longas viagens – Caruaru fica distante a cerca de 130 quilômetros do Recife. Com relação aos lucros de bilheteria, os números recentes não são tão animadores: tirando a partida contra o Inter, que gerou um ganho de aproximadamente R$ 219 mil, as partidas diante de Boa Esporte e Guarani, juntas, geraram menos de R$ 13 mil reais de receita. Nos bastidores, a informação é de que Roberto e elenco preferem jogar na Arena.
O Náutico disputou 16 jogos como mandante na Segundona, sendo 12 na Arena de Pernambuco e quatro no Lacerdão. Em São Lourenço da Mata, foram três vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Um aproveitamento de 36,1%. Em Caruaru, apenas quatro confrontos, com dois triunfos e dois tropeços (50%).
FOLHAPE



