O governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy não ficou satisfeito com a carta de Puigdemont, que tinha prazo até esta quinta-feira para responder a um requerimento do Executivo central, que o estimulava a desistir de suas ambições independentistas e esclarecer (com um sim ou não) se havia declarado a independência.
"Se o governo do Estado persistir em impedir o diálogo e continuar com a repressão, o Parlamento da Catalunha poderá proceder, se considerar oportuno, a votar a declaração formal de independência que não votou em 10 de outubro", escreveu o presidente catalão.
O governo espanhol convocou um conselho de ministros extraordinário para sábado que "aprovará as medidas que serão levadas ao Senado", responsável por validar a aplicação do artigo 155, indicou o comunicado.
"O governo usará todos os meios a seu alcance para restaurar o quanto antes a legalidade e a ordem constitucional, recuperar a convivência pacífica entre cidadãos e frear a deterioração econômica provocadas pelo desafio independentista", completa o texto.
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