Segundo a organização Mexicanos Contra a Corrupção e a Impunidade (MCCI), a Braskem - petroquímica da Odebrecht - fez transferências bancárias totalizando 1,5 milhão de dólares entre maio e junho de 2012, em plena campanha presidencial, a uma empresa ligada a Emilio Lozoya, homem de confiança de Peña Nieto e coordenador internacional da campanha.
A Braskem era então uma importante contratada do governo mexicano, pois construía um polo petroquímico no estado de Veracruz, no leste do país. "Acompanhamos a campanha do PRI, do partido PRI, e do atual presidente Enrique Peña Nieto", disse Carlos Fadigas, ex-diretor da Odebrecht no México, durante uma reunião com investidores em fevereiro de 2013, segundo a investigação. Fadigas, que hoje é testemunha na justiça brasileira do caso Odebrecht, afirmou que tal "acompanhamento" não envolveu apenas Peña Nieto, mas também "sua equipe" de campanha, recorda a MCCI.
Lozoya, designado por Peña Nieto diretor da estatal do petróleo Pemex, negou em agosto à Procuradoria ter recebido suborno de executivos da Odebrecht. O ex-diretor da Odebrecht no México Luis Alberto de Meneses Weyll disse à justiça brasileira que Lozoya recebeu 10 milhões de dólares da Odebrecht em troca de obras públicas.
Lozoya, designado por Peña Nieto diretor da estatal do petróleo Pemex, negou em agosto à Procuradoria ter recebido suborno de executivos da Odebrecht. O ex-diretor da Odebrecht no México Luis Alberto de Meneses Weyll disse à justiça brasileira que Lozoya recebeu 10 milhões de dólares da Odebrecht em troca de obras públicas.
FOLHAPE



