De acordo com Eurico Guedes, conselheiro tutelar de Olinda, houve negligência da mãe da criança. “Ela justifica dizendo que estava tendo os devidos cuidados, mas a situação da criança comprova que não. Se estivesse, ela não chegaria a esse estado. Temos que afastar ela [do local] porque senão pode acontecer novamente”, ponderou.
“Essas lesões que ela tem na cabeça são normais em quem recebe maus tratos. Isso é falta de higiene, basicamente a falta de banho mesmo. Ela deve ter tido algumas feridas no couro cabeludo, provavelmente por conta de piolho, e isso não foi tratado devidamente”, contou o médico Carlos Maurício Alves, que está cuidando da criança.
De acordo com o Conselho Tutelar, a casa onde viviam mãe e filha era aparentemente normal, com total condição de se dar uma vida digna à criança. "Não tem nada que justifique ter acontecido isso, a não ser a negligência”, contou o conselheiro. Eurico explicou que a justificativa da mãe não condiz com a forma que a criança foi encontrada.
“Ela disse que a filha estava com piolho, e por conta disso levou a menina para o hospital e realizou o tratamento correto, mas não sabe explicar porque chegou nesse estágio”, contou Eurico. “Iremos levar o caso para a autoridade policial para que ela responda por seus atos”. Agora, a criança ficará sob os cuidados do pai e na companhia de sua outra irmã, que já mora com o genitor.
O Hospital Tricentenário informou que a criança permanecerá na unidade para dar continuidade ao tratamento de desinfecção das feridas, através de limpeza e higienização. Mas que seu estado não é grave, e não será preciso passar por qualquer procedimento cirúrgico.
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