Chuveiros na orla só em dezembro

sexta-feira, outubro 13, 2017
A pouco mais de 15 dias para o fim de outubro, prazo inicial para a instalação dos 110 chuveiros automáticos na orla do Recife, as obras caminham a passos lentos. Nos aproximadamente sete quilômetros de extensão, a gestão municipal iniciou a construção em apenas três pontos. Cobertos por tapumes e com adesivos que indicam a futura instalação dos equipamentos, é possível ver que as pedras do asfalto já foram retiradas e as bases de concreto, implantadas.

Os dispositivos substituirão os que existem atualmente nas praias. Todos os chuveiros serão utilizados pelos banhistas por meio de cartões disponíveis em pontos de vendas que serão definidos pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), assim como o valor a ser cobrado. O investimento é de R$ 2,3 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Diante do atraso no cronograma, a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco (Seturel-PE) anunciou um novo prazo, estendendo de outubro para fim de dezembro. As intervenções na avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife, ocorrem próximo à esquina com a rua Antônio Falcão (mais à frente é a Padaria Boa Viagem), rua Tomé Gibson e o terceiro nas proximidades do Hotel Transamérica.

O projeto, que pretende melhorar o ordenamento da orla, atende a recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), após um estudo da UFPE apontar a contaminação da água de cerca de 50 chuveiros por coliformes fecais. Nas praias recifenses serão construídos 110 chuveiros e, nas de Olinda, 40 equipamentos, que atenderão cerca de 1,7 milhão de banhistas das praias de Boa Viagem e Pina, no Recife, e Casa Caiada e Bairro Novo, em Olinda.

A opinião da população quanto à troca por chuveiros automáticos é dividida. Trabalhando próximo ao posto 5 do Corpo de Bombeiros há cerca de dez anos, Anderson Lima, 31, é contra a implantação dos novos chuveiros. "O meu chuveiro não foi condenado, mas de nada adianta se vão tirar. Tem gente que não gosta de tomar banho de mar e prefere se refrescar no chuveiro. Fora o povo que joga vôlei, que usa a água para molhar a areia", lamenta.

Já a empregada doméstica, Marcela Santana, 38 anos, pondera. "O ruim é que nem todo mundo vai ter dinheiro para pagar por um banho, mas se é para termos qualidade, melhor. Porque é questão de saúde, né?", considera.



FOLHAPE

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