"Não é um sinal claro de que ele planeja se retirar. É um sinal claro de que ele não está feliz com o acordo", disse Haley, em entrevista à CBS News, segundo a Reuters.
Se os EUA verificarem em outubro que o Irã não está cumprindo com o acordo, o Congresso norte-americano terá 60 dias para decidir se irá impor novamente as sanções contra o país revogadas pelo tratado internacional de 2015.
No seu discurso, na 72ª assembleia geral das ONU, Trump chamou o acordo nuclear concluído em 2015 com as grandes potências de uma "vergonha" e afirmou que o Irã é dirigido por uma "ditadura corrupta". "O acordo com o Irã é uma das piores transações (...) Francamente, este acordo é uma vergonha para os Estados Unidos".
"É hora de o mundo inteiro se unir a nós para exigir que o governo iraniano pare de semear a morte e a destruição", declarou na tribuna da ONU, criticando as "atividades desestabilizadoras" de Teerã, segundo a France Presse.
O Irã classificou as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "vergonhosas e ignorantes" e disse que o discurso dele mostrou sua falta de conhecimento sobre a luta de Teerã contra o terrorismo, informou a agência de notícias semi-oficial Fars, segundo a Reuters.
"Os comentários vergonhosos e ignorantes de Trump, nos quais ele ignorou a luta do Irã contra o terrorismo, mostram sua falta de conhecimento e inconsciência", disse o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif.
G1



