Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, nesta quarta-feira (13), um dos tripulantes da embarcação, João Leite afirmou que o acidente durou menos de cinco minutos. “O vento estava muito forte e o navio não aguentou. Conseguimos contato com a Capitania dos Portos e, em menos de um minuto, a água invadiu a sala de máquinas e a energia foi embora", disse.
O percurso entre Noronha e o Recife é de 300 milhas náuticas, o que corresponde a 545 quilômetros. Se tudo tivesse corrido como planejado, o barco levaria dois dias para chegar ao arquipélago. Segundo João, a união entre as vítimas e o trabalho sincronizado foram responsáveis pela sobrevivência de todos que estavam a bordo.
"Em menos de cinco minutos já estávamos perdendo a navegação. Nos agarramos em pallets da mercadoria para boiar um pouco", explica.
O Corpo de Bombeiros de Pernambuco afirmou que as vítimas sofreram somente escoriações e foram conduzidas pelos Bombeiros para o Hospital Naval. A corporação foi acionada por volta das 1h40 desta quarta-feira.
“Procuramos juntar todo mundo e decidir abandonar o barco. Tínhamos colete salva-vidas e boia circular com sinalizador. Isso nos deu mais condições de chegar à costa", afirmou. Os moradores de prédios próximos ao local onde os tripulantes chegaram comunicaram aos Bombeiros e prestaram socorro às vítimas.
O barco transportava material de construção para a reforma de uma pousada e mantimentos para abastecer a ilha. O dono do navio, Eduardo Henrique Oliveira, informou que o Ekos Noronha estava com cerca de 70 toneladas de carga, menos que o limite da embarcação, que é de aproximadamente 100 toneladas. O navio chegaria à ilha naquinta-feira (14).
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