“Na Flórida é super comum ver crocodilo na rua, porque o estado foi construído em cima de um pântano. Mas por causa dos alagamentos provocados pela passagem do furacão Irma, os répteis estão espalhados em lugares que não estamos acostumados. Cobras, aliggators, crocodilos. A gente sabe que todo lago tem aliggator, mas não é todo lugar que tem lago, então a presença deles se torna incomum”, explicou a jornalista.
A rua em que a jornalista mora com os três filhos foi a única a ficar alagada no condomínio onde ela mora e chegou a ser interditada pelas autoridades. “Recebemos a orientação para sairmos de casa pelo segundo andar, porque há risco de ter jacaré na porta e ele entrar em casa. E os jacarés aqui são enormes!”, brincou.
A jornalista fez um balanço da passagem do furacão. “O susto foi grande, porque a gente não esperava ele chegar, mesmo com categoria 1, em Orlando. Porque só de rota ele trocou mais de 20 vezes por ser muito grande. Ele era o tamanho do Estado da Flórida. Tinha 400 milhas de tamanho. Foi muito difícil ver onde estava o olho”, contou.
A família de Fernanda Hill ficou na cidade onde estava o olho do furacão. “As 21h o governo desligou a rede elétrica. Entramos no olho do furacão por volta das 3h. Escolhi ficar em casa. A sensação de estar no olho é de muita paz, porque você não escuta nada, o céu fica estrelado. Mas essa é a hora mais perigosa, porque se o furacão mover, ele leva você junto”, detalhou.
Na rua da casa dela, ainda há rastros do estrago feito pelo vento. “Quebraram várias janelas daminha casa, caíram muitas árvores, a rua ficou alagada. Algumas regiões ainda estão sem energia elétrica porque há riscos de acidentes. Todo o tempo, recebemos do governo vários alertas par evitar acidentes”, disse.
G1



