Porto de Suape: deputado comemora medida que deve permitir expansão

quarta-feira, setembro 27, 2017
O anúncio, pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, de que os Estados devem recuperar a autonomia sobre a operação de seus portos rendeu pronunciamento do deputado Zé Maurício (PP), durante a Reunião Plenária desta quarta (27). A medida foi comunicada pelo órgão na terça (26), após reunião com representantes do setor.

Se levada a cabo, a alteração pode permitir que licitações, contratos e concessões à iniciativa privada sejam realizados sem a necessidade de submeter pedidos ao Governo Federal. No Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife, isso deve significar impulso para obras de expansão, como a retomada da construção de um novo terminal de contêineres – interrompida desde a mudança na legislação, em 2013, que concentrou na União as decisões sobre a exploração das instalações portuárias no País.

“Isso traz novas perspectivas econômicas para Pernambuco”, comemorou Zé Maurício, que apresentou estimativas que calculam em R$ 1 bilhão os investimentos a serem atraídos para o Estado. “Firmaremos trincheiras imediatas para que a decisão anunciada seja implementada o quanto antes”, asseverou.

“Pernambuco merece, pelo tanto que persistiu para construir aquele equipamento”, analisou, em aparte, Antônio Moraes (PSDB), aproveitando para registrar críticas à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) – que estava à frente do Executivo Federal quando foram criadas as restrições que agora podem ser desfeitas pela medida do ministério.

Eduíno Brito (PP) também destacou a importância da iniciativa, lembrando a necessidade de concluir a Ferrovia Transnordestina, cujas obras se prolongam desde 2006. “Precisamos fazer coro para que a União retome a ferrovia, que será uma grande indutora do desenvolvimento do Porto de Suape e do Interior de Pernambuco.”

Tony Gel (PMDB) alertou que o Governo Federal chegou a prometer que devolveria a autonomia a Suape, em abril, mas nunca concretizou o compromisso. O parlamentar citou que podem existir “questões políticas” por trás do impasse. “Temos condições logísticas perfeitas que serão muito melhor aproveitadas sob a gestão do Estado”, sublinhou.

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