Mesmo com o tempo chuvoso, ao som de artistas e ativistas pela causa LGBT, os participantes começaram a se reunir para a marcha por volta das 9h. O tema deste ano é 'Nenhum direito a menos'. A concentração ocorreu no Parque Dona Lindu, com shows e apresentação de dança e dublagem feitas por artistas e locais.
"São 16 anos de evento, mas a nossa vontade é que isso não fosse preciso. Temos índices altíssimos de violência contra pessoas LGBT é uma alta incidência de suicídio entre esse segmento. A LGBTfobia, no Brasil, é um problema muito sério, que concerne não apenas à comunidade, mas a toda a sociedade. Em toda casa pode ter um LGBT e é por isso que se justifica nossa luta", disse Thiago Rocha, um dos coordenadores do Fórum LGBT de Pernambuco.
A Avenida Boa Viagem ficou tomada pelos participantes, vários vestindo fantasias especiais para o evento. As drag queens foram tomaram a atenção principal do evento. Bandeiras com as cores do arco-íris, faixas e cartazes fizeram parte da decoração da parada.
Entre as faixas fantasias coloridas ostentadas pelos participantes do evento, algumas jovens com mensagens religiosas chamaram a atenção dos ativistas. Nas placas, a mensagem "Jesus cura a homofobia".
Participantes da Igreja da Família de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife, as estudantes Maquelle Rodrigues e Danielle Alves foram à Parada da Diversidade pregar contra a LGBTfobia dentro do cristianismo.
"Queremos levar o amor de Jesus, porque ele morreu por cada um de nós e ele cura a homofobia. Queremos quebrar o preconceito que a igreja tem contra a classe LGBT e que eles às vezes acabam reproduzindo contra a igreja", disse Danielle.
Para a estudante Ana Cecília Carvalho, de 17 anos, a relação entre integrantes das famílias é um dos principais focos de preconceito para as pessoas LGBT.
"Sou bissexual. Minha família, por exemplo, sabe da minha orientação sexual, mas finge não saber. Eu sei que tudo mudou muito se comparado a 16 anos atrás, mas ainda existe muito preconceito no mundo. Nossa luta é por um lugar na sociedade. Aqui, por exemplo, há pessoas heterossexuais, também envolvidas no ativismo", disse a estudante.
Um dos trios elétricos participantes da Parada da Diversidade chamou a atenção para a causa das pessoas transexuais e travestis, com representantes do segmento vestidas de Carmem Miranda. "O Brasil continua sendo o país que mais mata travestis e transexuais. Nós, pessoas trans, somos uma das populações mais vulneráveis da sociedade. Queremos ir contra quem nos criminaliza, quem nos marginaliza e quem nos mata todos os dias", disse a garçonete Carla Patrícia.
Segurança
Por volta das 12h30, a Polícia Militar de Pernambuco realizou revistas de suspeitos de praticar pequenos furtos durante a parada. Eles foram abordados perto de trios elétricos e na areia da praia. Ao todo, oito jovens seguiram para uma van da corporação. Eles devem ser apresentados à Justiça.
G1PE



