Depois de dois meses sendo cortejado pelos Democratas, FBC escolheu os peemedebistas a convite do presidente nacional da sigla, Romero Jucá, que prometeu entregá-lo o comando do partido, tradicionalmente nas mãos do grupo do deputado Jarbas Vasconcelos.
A chegada de FBC ao partido é uma promessa de levar a sigla para a oposição do governador Paulo Câmara (PSB) nas eleições majoritárias de 2018. Apesar da reação dos aliados de Jarbas e Henry desde a filiação, o ex-socialista tem feito movimentos para que o PMDB integre a frente de oposição a Paulo Câmara, encabeçada até agora pelos ministros das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), e da Educação, Mendonça Filho (DEM), além do senador Armando Monteiro (PTB).
Questionado por Lavareda se existe alguma hipótese do PMDB lançar Fernando Bezerra Coelho como governador nas eleições de 2018, o deputado Jarbas Vasconcelos ao Senado e o próprio Henry a Câmara dos Deputados, a resposta foi uma só. “Essa hipótese para nós não existe”, disparou.
“O debate central da nossa discussão foi o nosso pedido de dissolução do diretório estadual do partido. O PMDB de Pernambuco foi o que mais cresceu. E se mantendo a integridade do diretório estadual do PMDB, nós não teremos candidato a governador”, disse o presidente do PMDB local.
Raul defendeu a aliança do PMDB com o governador Paulo Câmara, além da chapa do socialista com Jarbas Vasconcelos. “Nós defendemos uma aliança com o governador Paulo Câmara. Sou vice na chapa, o PMDB ocupa três secretarias, o ex-governador já disse publicamente que pretende manter a aliança. A hipótese é manter a aliança com Paulo com uma chapa com Jarbas no Senado”, disse.
Aliança com o PT
Em meio aos comentários sobre a possibilidade de o PT e o PSB refazerem a aliança, já houve até jantar na casa da viúva do ex-governador Eduardo Campos, Renata Campos, com a presença do ex-presidente Lula (PT), Paulo Câmara e do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), o vice-governador Raul Henry afirmou que o PMDB ainda não conversou sobre a questão.
Lembrando que o deputado Jarbas Vasconcelos tem vaga garantida na chapa com Paulo Câmara para o Senado, pode dividir o palanque com os petistas, seus adversários políticos históricos.
“O que vejo em é uma tendência muito firme do PT ter um projeto aqui no estado, de ter um candidato próprio no estado. Se a hipótese for outra, se for uma aliança, a gente vai ter que sentar dentro do PMDB pra discutir como tratar esse assunto. Não tenho delegação hoje para expressar uma opinião do partido”, disse.
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