Oitava etapa do Mundial de Surfe começa nesta quarta

quarta-feira, setembro 06, 2017
Um confronto 100% brasileiro, entre os paulistas Adriano de Souza, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo, dará início à oitava das 11 etapas da Liga Mundial de Surfe (WSL), a Hurley Pro at Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. O evento começa nesta quarta-feira (6) e tem prazo de término no próximo dia 17.

A primeira chamada de avaliação das condições do mar deve acontecer por volta das 11h (horário de Brasília). Há, contudo, a possibilidade de a competição não começar de imediato, uma vez que a previsão para os primeiros dias da janela são é de ondas fracas.

Outros dois brasileiros duelarão na sequência, o paulista Caio Ibelli e o potiguar Jadson André, em bateria que tem ainda o australiano Julian Wilson, campeão da etapa passada, no Taiti. Apenas quatro representantes nacionais competirão com surfistas de outros países no Round 1, que não é eliminatório. O potiguar Italo Ferreira, na sexta bateria, tentará a classificação direta para o Round 3 contra o atual campeão mundial, o havaiano John John Florence, e o vencedor da triagem, o japonês Hiroto Ohhara.

A sétima chamada tem o pernambucano Ian Gouveia contra o líder Jordy Smith, da África do Sul, e o norte-americano Evan Geiselman. Em seguida, será a vez de o paulista Gabriel Medina medir forças com o australiano Adrian Buchan e o norte-americano Nat Young. Encerrando a presença de brasileiros no Round 1, o paulista Filipe Toledo compete a bateria nove contra o francês Joan Duru e o italiano Leonardo Fioravanti.

Na reta final da temporada, os blocos de classificação começam se definir. Os cinco primeiros colocados já ultrapassaram a barreira dos 33 mil pontos. O líder é Jordy (37.850), seguido por John John (36.900), Matt Wilkinson (35.950), Owen Right, (33.350) e Julian (33.200). Embora estejam no top 10 do ranking, Adriano, Gabriel e Filipinho, em sexto (29.650 pontos), sétimo (29.000) e nono (24.450) lugares, respectivamente, precisam emendar boas campanhas de agora em diante e contar com os tropeços dos primeiros colocados para se aproximar da briga real pelo título.

A situação deles, contudo, é a mais confortável entre os brasileiros. Wiggolly e Caio, em 19º e 20º, tentam segurar a presença entre os 22 primeiros, zona de permanência na primeira divisão da Liga Mundial. Ian, em 25º, Miguel e Jadson, ambos em 32º, precisam correr contra o prejuízo para evitar retornar ao QS. Italo, apesar de aparecer em 23º, não corre riscos de cair de divisão por ter passado três etapas ausente por lesão, devendo, portanto, receber um dos dois convites de permanência da organização para atletas machucados. Uma alternativa para esse grupo é participar de eventos da divisão de acesso para melhorar a pontuação.

Em Trestles, a missão dos brasileiros é quebrar a escrita de nunca um atleta nacional ter vencido esta etapa. Quem chegou mais perto foi Adriano, em 2015, quando foi derrotado pelo australiano Mick Fanning na decisão. No ano passado, a melhor campanha foi a de Filipinho, que caiu na semifinal, contra Jordy.

Entenda a pontuação
Durante toda a temporada, são disputadas onze etapas de formato eliminatório. Ao término do ano, os dois piores resultados são descartados. A primeira divisão da WSL, o CT, conta com 34 atletas, dos quais os 22 primeiros se classificam automaticamente para o ano seguinte.

Dez das doze vagas abertas são preenchidas pelos melhores colocados da divisão de acesso, o QS. E outras duas são para atletas que se machucaram ao longo do campeonato. O que a maioria dos surfistas ameaçados de rebaixamento faz é disputar as etapas de maior pontuação do QS para conseguir ficar entre os dez primeiros da divisão de acesso e, assim, manter-se na elite.



FOLHAPE

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