De acordo com a denúncia do MPF, as fraudes envolviam propaganda enganosa, irregularidade na terceirização de atividade acadêmica e acesso irregular de alunos a supostos cursos superiores. O G1 entrou em contato com a Funeso e aguarda retorno da instituição.
Ainda segundo o MPF, a instituição de ensino havia firmado convênio com o Núcleo de Especialização Boaz Ambrósio Silveira (Nebas) em 2013, para ministrar, no município de Camaragibe, no Grande Recife, cursos de extensão que não requerem autorização do MEC. Responsável pelo caso, o procurador da República Alfredo Gonzaga Falcão Júnior argumentou que os cursos foram convertidos em graduações, desrespeitando regras de seleção de alunos e com aulas não adequadas à legislação educacional.
Além da condenação à Funeso, o Nebas também foi condenado a não fazer anúncios em que se apresente como instituição de ensino superior ou que ofereça cursos de graduação. Houve, ainda, uma determinação para que as duas instituições divulguem a condenação em seus respectivos sites. O G1 também tentou contato com o Nebas, mas não conseguiu falar com os responsáveis pela instituição.
Faculdades irregulares
Em junho de 2017, o MEC impôs medidas cautelares para quatro faculdades de Pernambuco devido a irregularidades na oferta de ensino superior. De acordo com o despacho, há determinações para suspensão imediata da prática de “terceirização irregular da oferta de educação superior, sob quaisquer designações” e de “eventuais procedimentos que levem ao aproveitamento irregular de estudos, incluindo cursos livres equivocadamente caracterizados como de extensão, ofertados por instituições credenciadas ou não para a oferta de educação superior”.
G1PE



