Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Abe disse que "não há muito mais tempo disponível" para tomar medidas contra Pyongyang, que nas últimas semanas detonou uma bomba nuclear sem precedentes e disparou uma série de mísseis que sobrevoaram o território japonês.
"Apoiamos em consequência a posição dos Estados Unidos de (que) 'todas as opções estão sobre a mesa'", disse Abe, um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, ameaçar "destruir totalmente" a Coreia do Norte em caso de ataque.
Abe disse que a comunidade internacional tentou muitas vezes chegar a um acordo negociado com a Coreia do Norte.
"Mais de uma vez, as tentativas de resolver os problemas através do diálogo se reduziram a nada. Em que esperança de êxito estamos repetindo o mesmo fracasso pela terceira vez?", disse.
"O que se necessita para fazer isso não é diálogo, mas pressão", acrescentou.
O premiê japonês mostrou-se alarmado pelos avanços militares norte-coreanos que, segundo disse, põem o regime de Kim Jong-Un próximo a dominar as bombas de hidrogênio e os mísseis balísticos intercontinentais, que poderiam alcançar os Estados Unidos.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou na semana passada a oitava série de sanções para pressionar Pyongyang a renunciar a seus programas balístico e nuclear proibidos.
Abe exigiu a aplicação estrita destas sanções, que preveem um embargo sobre as exportações de gás para a Coreia do Norte, uma limitação nas exportações de petróleo e de produtos refinados e a proibição das exportações norte-coreanas de produtos têxteis.
Mas anos de sanções tiveram efeitos limitados na Coreia do Norte, que apela à sua autossuficiência e conta com a vizinha China como salvaguarda econômica.
G1



