Irma, que chegou a ser um furacão de categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson, foi reduzido no domingo (10) à categoria 3, com ventos de 195 km/h, e às 18 horas (horário de Brasília) para a categoria 2. A previsão do NHC é que ele se torne uma depressão tropical (ciclone com velocidade máxima do vento de 62 km/h) na terça (12) à tarde, segundo a Reuters.
O Aeroporto Internacional de Miami (MIA), o mais importante da Flórida e principal porta de saída de voos nos EUA rumo à América Latina, vai permanecer fechado nesta segunda devido aos danos causados pelo furacão, informou seu diretor, Emilio T. González. O complexo acolheu mais de 600 pessoas que não encontraram quartos de hotel. Espera-se que o aeroporto retome a atividade, com voos limitados, na terça-feira.
Mais de 5,8 milhões de pessoas ficaram sem luz na Flórida por causa do furacão, segundo a CNN. Ao todo, 6,3 milhões de pessoas - cerca de 1/3 da população do estado - foram orientadas a deixar suas casas, criando engarrafamentos em estradas e superlotação em abrigos.
O furacão Irma também deixou mortos nas ilhas do Caribe, nas partes francesa e holandesa de Saint Martin, nas Ilhas Virgens americanas, nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla, em Porto Rico e em Barbuda.
Por que a água se retrai antes da chegada de um furacão ?
Quando o furacão Irma ainda se aproximava da costa da Flórida, a ventania se intensificava, a chuva começava a cair quando, de repente, o mar começou a se retrair, segundo a BBC. Aos poucos, a água foi sendo sugada, recuando e se afastando das costas e praias. Especialista explicou à BBC que, quando o Irma foi se aproximando da Flórida, o vento “arrastou” a água da costa para dentro do Atlântico. O fenômeno também foi registrado em Bahamas, nas costas de Key West, Naples, St. Petersburg, Sarasota e Tampa.
G1



