O número de mortos após a passagem de Irma chega a ao menos 40, após os 10 falecidos em Cuba no fim de semana e de outros 27 reportados em várias ilhas caribenhas, aos que se acrescentou, nesta segunda-feira (11), uma vítima fatal no Haiti. Outras duas pessoas morreram em acidentes de trânsito provocados por Irma na Flórida, detalharam as autoridades.
No Caribe, os residentes tentavam voltar à normalidade apesar dos enormes danos de infraestrutura, enquanto os Estados Unidos, França, Holanda e Reino Unido buscavam ajudar seus territórios de ultramar, gravemente afetados. Os habitantes da Flórida começaram na segunda-feira (11) a avaliar os danos em suas propriedades, que pareciam inicialmente menores que o esperado.
No extremo sul da Flórida o panorama era muito diferente. O acesso às Keys estava fechado. Após sobrevoar a área, o governador Rick Scott disse que a zona tinha ficado "devastada" e os estacionamentos de trailers destruídos. Cerca de 6,5 milhões de pessoas continuavam sem eletricidade na Flórida, de acordo com Scott.
Ajuda internacional
O presidente americano, Donald Trump, que prometeu viajar à Flórida "muito em breve", aprovou a declaração de catástrofe natural, que permite desbloquear fundos federais de ajuda aos afetados. No entanto, o custo estimado dos danos foi revisado para baixo nesta segunda-feira (11), de cerca de 100 bilhões de dólares para entre 20 e 40 bilhões, após o furacão mudar de trajetória sem impactar diretamente a rica costa leste da Flórida.
O Panamá iniciou a distribuição de pelo menos 90 toneladas de ajuda humanitária a Saint Martin - ilha devastada pelo furacão - e Cuba, enquanto a Venezuela - país que enfrenta uma grande crise econômica - enviou 30 toneladas de alimentos, água potável e outros produtos a Cuba e várias ilhas do Caribe afetadas pelo Irma.
O Unicef informou que avalia os danos em Cuba para enviar ajuda o mais rápido possível.
FOLHAPE



