Entre gigantes ingleses, Richarlison entra para exército e fica surpreso com música

sexta-feira, setembro 29, 2017
Richarlison joga no exército de Silva”. Seis jogos, cinco como titular, e dois gols. O bom início do ex-atacante de Fluminense e América-MG na Premier League já rendeu uma música da torcida do Watford ao brasileiro. O Silva em questão é Marco Silva, técnico português responsável por levá-lo à Inglaterra. E, após seis rodadas, o novo time de Richarlison está à frente do Arsenal tem os mesmos 11 pontos do quarto Tottenham e do quinto Liverpool. Diante do bom início, com direito a música personalizada nas arquibancadas de Vicarage Road, o brasileiro confessa até estar um pouco surpreso.

Há uma expectativa muito grande. No ano passado, o time ficou na beira do rebaixamento e neste ano está dando a resposta dentro de campo. Estamos nos nossos objetivos buscar grandes competições, Liga Europa e Champions... A torcida me abraçou bastante, até inventou uma música. Eles cantam Richarlison e Silva, que é o treinador. Nunca esperava. A primeira vez que escutei foi no meu primeiro gol. Fiquei surpreso olhando para eles ver se era mesmo meu o nome. Quando percebi que era, fiquei surpreso – disse o mineiro de 20 anos, em entrevista por telefone ao GloboEsporte.com.

Dos seis jogos na Premier League, o Watford venceu três (todos fora de casa), dois deles com gols decisivos de Richarlison. Além disso, empatou duas em Vicarage Road (uma delas no 3 a 3 com o Liverpool, que teve participação decisiva do brasileiro no derradeiro gol. A única derrota, uma goleada por sinal, foi diante do Manchester City de Guardiola, Agüero, De Bruyne... Tipo de partida que muda o patamar do jogador.

Até então, só via Agüero e De Bruyne na TV. No dia que os enfrentei, até bati na minha cara para ver se era verdade que iria enfrentá-los. Um sonho. Joguei contra o Jesus durante 20 minutos quando estava no Brasil. É um cara muito humilde e até troquei a camisa.

A adaptação à Inglaterra está indo bem. A presença do goleiro Gomes no grupo ajuda. Além disso, há uma forte presença de jogadores sul-americanos no elenco, fora o fato de ter um treinador português. A questão agora é se resolver com o inglês.

Estou fazendo curso de três aulas semanais. Sei nada da língua, estou aprendendo agora. Para isso, o Gomes está sendo fundamental. É muito querido por todos e toda hora é parado por torcedor. Além disso, a maioria do time fala espanhol, e o treinador é português, o que ajuda muito.

Antes de fechar com o Watford, o jogador ficou perto de fechar com o Ajax, onde reencontraria David Neres, seu ex-parceiro de time na Seleção sub-20. Só que, apesar da “pressão do amigo” e da oferta financeira mais vantajosa por parte dos holandeses, a preferência por realizar o sonho de atuar na Premier League pesou.

O Ajax estava num rolo com o Fluminense. Era um ia não ia, e o Fluminense recusava. Acabou que o Ajax demorou e veio a proposta do Watford. Mandava mensagem para o David Neres e ele falava para eu ir para lá porque me encaixaria no time. Só que o técnico do Watford me ligou e falou que me queria. Disse que me colocava em qualquer posição para frente e me alegrou muito ouvir isso do treinador. A questão financeira seria até melhor no Ajax, mas é um sonho de criança meu estar aqui.

Enquanto isso, ele segue acompanhando o futebol brasileiro de longe, na torcida por América-MG e Fluminense.

Estou acompanhando o futebol brasileiro daqui. O América-MG está jogando em alto nível. Foi um jogo muito bom contra o Inter, consegui assistir daqui. Com certeza vai subir para a primeira divisão e espero que seja para ficar. Também tenho visto o Fluminense, que deu uma queda agora. Mas acredito nos meus ex-companheiros.

Com aproveitamento de 100% fora de casa, o Watford tenta entrar na zona de classificação para a Liga dos Campeões neste sábado, em visita ao West Bromwich, 12º colocado na tabela. A bola rola às 11h (de Brasília) em The Hawthorns.



G1ESPORTE

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