É comum casas de câmbio aceitarem pagamentos em espécie, transferência bancária e cartão de débito, mas o crédito ainda não era operado por causa da oscilação e do imposto cobrado - incidência de 6,38% de IOF. Apesar disso, os gastos de brasileiros no exterior cresceram 41,3%, totalizando R$ 7,29 bilhões. Baseado nesse cenário, a corretora iniciou negociações para lançar a nova modalidade.
O diretor de Varejo do grupo, Edísio Pereira Neto, explica que a medida permitiu reduzir o custo para 3,5%, quando a taxa original seria quase o dobro. Segundo ele, outra vantagem da operação é que vale a cotação da moeda no dia da compra, em vez de ficar para o dia de fechamento do cartão. “O cliente sabe quanto vai pagar na fatura 30 dias após a compra e ainda ganha milhas e outros pontos de vantagens”, afirma.
A expectativa da empresa é de 5% a 10% de incremento no volume de vendas de moeda estrangeira. “A ideia é diversificar, é atrair novos consumidores. Queremos criar condições para que consumidores de classe média possam planejar as férias e os gastos que terão para fazer a viagem dos seus sonhos”, afirma Edísio Pereira Neto.
O executivo acrescenta que, hoje, as moedas trabalhadas pela corretora são: dólar americano, euro, libra, dólar canadense, dólar australiano, dólar neozelandês, peso argentino e chileno.
De acordo com Edísio, além dos planos de expansão, a empresa trabalha para, no final deste ano, oferecer ao cliente a possibilidade de parcelar a compra.
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