As manifestações começaram com o vocalista da banda mineira Skank, Samuel Rosa, que abriu a tarde no Palco Sunset. Com um discurso político forte, ele pediu “moral” à classe política, citando escândalos como as malas de dinheiro encontradas num apartamento em Salvador (BA) e atribuídas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), preso em Brasília. “Vocês são piores que ladrão, vocês matam gente”, bradou Rosa, antes de cantar o hit In(dig)nação, do disco de estreia da banda, em 1992, e ainda atual.
“Estamos diante de um momento super difícil no Brasil, um momento de uma crise moral, uma crise ética. Eu queria fazer um apelo à classe política desse país que não nos tornasse tão árdua e difícil a missão de enxergar um pouco de integridade neles. Um pouco de moral. É só isso que a gente pede”, clamou, acrescentando: “Fica difícil de acreditar no Brasil, aliás no Brasil eu acredito. É difícil acreditar na classe política. O nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo. Nesse leva-e-traz de malas, nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo. Dinheiro que deveria estar indo para hospitais, educação está escoando”. Sem citar o nome do presidente Michel Temer (PMDB), Samuel Rosa criticou o “loteamento” da Amazônia, em referência ao decreto presidencial, revogado após muitas críticas, que destinava parte de uma reserva florestal à iniciativa privada.
Elza e Blitz
Depois do Skank, foi a vez de a experiente Elza Soares entrar no palco do Rock in Rio pela primeira vez. Ovacionada pela plateia, ela também incitou o público. “Cadê meus gritos? Eu quero gritos. É isso aí, assim que eu gosto. Bora fazer uma festa”, pediu, novamente despertando um coro de “Fora Temer”. O mesmo coro marcou ainda o show da cantora Mariana Aydar e o da veterana banda Blitz, que fechou o dia no Palco Sunset, após o vocalista Evandro Mesquita também defender a Amazônia e citar o discurso de abertura do festival, feito por Gisele Bündchen na sexta-feira (15).
FolhaPress



