Nesta quarta, Edvan passa pela segunda audiência de instrução e julgamento. A expectativa gira em torno do depoimento do acusado, que será ouvido pela primeira vez perante a Justiça. A chegada do comerciante foi rápida e ele não falou com a imprensa. Algumas pessoas que aguardavam a entrada do acusado de matar Tássia Mirella gritavam "assassino".
Após interrogatório desta quarta, caso não haja necessidade da realização de mais uma audiência de instrução e julgamento, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) tem cinco dias para alegações finais. Após esse prazo, a defesa tem cinco dias também. Em seguida, o juiz Pedro Odilon decide pela pronúncia ou impronúncia do acusado. Ou seja, se vai a júri popular, ou não. Cabe recurso dessa decisão do juiz.
O pai de Tássia Mirella, Wilson Araújo, falou do sentimento que a família tem desde que o crime aconteceu. Ele comentou que não tem raiva do assassinado da filha, mas que a justiça precisa ser feita. Antes da chegada de Edvan, familiares da fisioterapeuta realizaram um ato, em frente ao fórum, cobrando justiça. Eles exibiram um cartaz com a frase "a guerreira não se cansa e acredita na mudança. #somostodasMirella".
A primeira audiência de instrução ocorreu no dia 21 de junho deste ano, na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. Foram ouvidas 13 testemunhas convocadas pelo Ministério Público de Pernambuco. O juiz Pedro Odilon deferiu pedido da defesa para análise de provas periciais.
Tássia Mirella foi assassinada no último dia 5 de abril, na sala do flat onde morava, no 12º andar do edifício Golden Shopping Home Service, na rua Ribeiro de Brito, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. No dia 25 de abril, a Terceira Vara do Tribunal do Júri da Capital recebeu a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra Edvan por homicídio qualificado.
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