A moradora relata que muitas crianças, idosos e até pessoas operadas moram no local há mais de 20 anos e foram pegos de surpresa. "Vieram vários policiais sem aviso prévio. Estamos em desespero, pois nesse terreno não existe documentos, já que essas casas foram feitas para doações. E agora, do nada, querem nos tirar daqui. Não temos para onde ir", contou.
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a autora da ação comprovou que tem a propriedade de todos os lotes registrados em cartório e que as pessoas estavam construindo casas no local de forma ilegal. O TJPE esclareceu que a ordem não foi de despejo, mas sim para impedir a construção de novos imóveis.
Ao saber da existência de diversas famílias que residiam no local, a juíza da primeira vara do Fórum de Abreu e Lima, Isis Miranda de Souza Machado, suspendeu imediatamente a ordem de imissão da posse. A magistrada concedeu o prazo de 30 dias para desocupação voluntária dos imóveis.
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