Preguiça é resgatada em linha de alta tensão em operação de mais de quatro horas

sexta-feira, agosto 25, 2017
Planejamento, criatividade e paciência. Esses foram os elementos necessários para conseguir fazer o resgate de uma preguiça que circulava pela linha de alta tensão de 500 mil volts da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Comparado a uma 'operação de guerra' pelos funcionários da Chesf, a ação levou 4h30.

O resgate aconteceu no quilômetro 114 da BR-101, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, na quinta-feira (24). A preguiça estava a uma altura de mais de 80 metros. Por quase duas semanas, ela vinha se movimentando pelo cabo para-raios que serve de proteção para a linha de transmissão.

Como o local é de difícil acesso, os técnicos bolaram uma engenhoca com cabos, cordas, roldanas e uma espécie de cesto montado com carrinho de compras. Para atrair a preguiça, foram usadas folhas de imbaúba, que é o alimento preferido da espécie. O cesto tinha ainda uma trava e bastões isolantes foram usados para impedir possível descarga elétrica.

Duas cordas, de 80 metros cada, foram usadas na engenhoca, sendo uma delas para acionar a trava e fechar o cesto, assim que se conseguisse puxar a preguiça até lá. A outra foi usada para o deslocamento da arapuca. Quando a preguiça se aproximou do carrinho, a base do solo puxou a trava e o animal ficou preso. Com a corda de deslocamento, o animal foi resgatado.

A a preguiça foi entregue no final da tarde à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) com um pequeno ferimento na pata. “Foi tipo uma operação de guerra”, explicou Alisson Salvador Damasceno, encarregado de manutenção de linha de transmissão da Chesf, ao fazer a entrega da preguiça à CPRH.

Persisitência

Moradores vinham entrando em contato para denunciar que a preguiça estava circulando pelos cabos há quase duas semanas. Desde então, a Chesf começou a monitorar o animal até que, após uma tentativa frustrada de resgate, na quarta (23), o êxito foi alcançado.

A preguiça foi encaminhada na manhã desta sexta (25) ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da CPRH. Após tratamento e um período de reabilitação, será devolvida ao habitat natural.


G1PE

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