Confira a tabela do Campeonato Espanhol
A impressão não é apenas de Piqué. O jornal catalão “Sport” admite que há uma mudança de ciclo na Espanha com o pior Barcelona e o melhor Real – e completa: "O preocupante são as impressões: três meses depois dos dois títulos do Real, o Barça está ainda mais distante do rival e sem rumo”. Não bastasse ver o sucesso em campo do maior rival e as carências do novo time de Ernesto Valverde, o torcedor catalão ainda precisa recuperar autoestima após ver o PSG levar na mão grande Neymar, uma das grandes referências do clube na atualidade.
Nova era na Espanha
De 2008/09 a 2015/16, o Real Madrid venceu apenas um título nacional, enquanto o Barcelona levou seis para casa. Foram seis vices e um terceiro lugar no ano em que o Atlético foi campeão. A supremacia em conquistas na Espanha já não é a mesma que se via até a década passada, mas os merengues ainda encabeçam a lista: são 33 conquista contra 24 dos catalães (confira abaixo os maiores campeões espanhóis).
Ampliando para a Europa, a geração de Messi levou quatro títulos da Liga dos Campeões entre 2005/06 e 2014/15. Isso num período em que o Real buscava a qualquer custo "La Décima". Buscou Cristiano Ronaldo, José Mourinho, mas bastou o português sair que Ancelotti levou o maior campeão europeu ao décimo título continental 2013-14. Depois, já com Zidane, ainda conquistou o bicampeonato em 2015/16 e 2016/17, retomando de vez a autoestima merengue.
Um novo time a ser batido
Independente do que aconteceu antes das férias, os merengues começam a Liga cheios de moral após vencer as Supercopas da Europa (diante do Manchester United) e da Espanha. O time de Zinedine Zidane segue com um elenco recheado de estrelas, como Benzema, Bale e Cristiano Ronaldo, além das jovens promessas Marco Asensio e Lucas Vázquez.
As saídas mais significativas foram dos reservas Morata (para o Chelsea) e James Rodríguez (para o Bayern de Munique). Por outro lado, o francês Theo Hernández e o espanhol Dani Ceballos chegam para reforçar o time da capital. Assim, Zidane não terá problemas para continuar realizando seu rodízio no elenco, elemento fundamental para os bons resultados da temporada passada.
- Esse time tem fome e cada vez que entra em campo isso fica claro. Vamos tentar manter. Começar assim é muito bom, mas sabemos que uma temporada longa se inicia - comentou Zidane, que não terá Zidane, suspenso, nos quatro primeiros jogos do campeonato.
É "crise" no Barça
Otimismo de um lado, pessimismo de outro.O eterno rival azul-grená está atravessando momento complicado e ainda busca a se adaptar às mudanças após a chegada de Ernesto Valverde, substituindo Luis Enrique no comando da equipe. O ex-treinador do Athletic de Bilbao vai ter que superar a saída de Neymar, que deixou a responsabilidade ofensiva de Lionel Messi e Luis Suárez, desfalque do time por um mês por conta de distensão no joelho na partida de volta contra os merengues.
A saída do brasileiro mexe o time, que após vencer Manchester United, Juventus e Real Madrid com Neymar na pré-temporada, foi atropelado pelo maior rival na disputa do primeiro título. A imagem deixada após a Supercopa ligou os alarmes do clube, que até agora só se reforçou com Gerard Deulofeu, o português Nelson Semedo e o brasileiro Paulinho. Ainda mais dependente de Messi, o Barça continua buscando as contratações do brasileiro Philippe Coutinho (Liverpool) e do francês Ousmane Dembelé (Borussia Dortmund).
Uma nova brasilidade na Espanha
Mas o raro momento de “crise” do Barcelona e a grande fase do Real de Zidane não são os únicos ingredientes do torneio que inicia agora. Sem Neymar, os volantes da Seleção Casemiro e Paulinho, recém-contratado pelo Barcelona, são ao lado do lateral Marcelo os principais representantes do Brasil em uma liga famosa por dar brilho a grandes atacantes do país. Foi assim com Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e, mais recentemente, Neymar.
- Acho que temos funções diferentes. O Casimiro ocupa uma posição fixa. Eu, por outro lado, fico numa posição mais avançada. Estou preparado para jogar na posição que decidirem - disse Paulinho, ao ser apresentado no Barça.
Apesar da saída de Neymar, o Barça é o time com mais brasileiros no Espanhol (4), são eles: Douglas, Marlon, Paulinho e Rafinha
Reserva de Marcelo na Seleção, Filipe Luís também é mais um destaque brasileiro no Campeonato Espanhol. Ganso segue em busca de seu espaço no Sevilla e outros dois ex-santistas são as grandes esperanças de gols do Brasil na competição: Willian José (Real Sociedad) e Léo Baptistão (Espanyol). Tem ainda o ex-vascaíno Douglas Luiz, recém-contratado pelo Manchester City e emprestado ao Girona.
Os brasileiros no Campeonato Espanhol
Gabriel (Leganes) Neto (Valencia) Vinícius Araújo (Valencia) Míchel (Las Palmas) Willian José (Real Sociedad)
Douglas Luiz (Girona) Filipe Luis (Atlético de Madrid) Guilherme Siqueira (Atlético de Madrid) Ganso (Sevilla) Naldo (Espanyol)
Léo Baptistão (Espanyol) Douglas (Barcelona) Marlon (Barcelona) Paulinho (Barcelona) Rafinha (Barcelona)
Sidnei (La Coruña) Guilherme (La Coruña) Marcelo (Real Madrid) Casemiro (Real Madrid) Charles (Eibar)
Donos da Europa 1
Os ingredientes que tornam o Espanhol um campeonato tão atrativo não terminam nos brasileiros que atuam por lá ou na rivalidade entre Real e Barça. Nesta década, por exemplo, o país emplacou 14 semifinalistas de um total de 28 presentas nas últimas sete edições da Champions - metade dos integrantes. Foram sete finalistas e cinco campeões. Após ficar mais de dez anos sem disputar a decisão da Champions, o Real esteve nas últimas sete semifinais, o Barça em quatro e o Atlético em três.
Donos da Europa 2
Se não levou nenhuma Champions, o Atlético venceu faturou duas taças da Liga Europa para casa, em 2009-10 e 2011-12. Mas o sucesso europeu não para no trio. Só o Sevilla conquistou o segundo principal torneio continental cinco vezes desde 2005-06. O Valencia também venceu, só que "apenas" uma vez, em 2003-04. Espanyol e Athletic Bilbao amargaram o vice nos últimos 10 anos, fora que Osasuna, Villarreal e Celta de Vigo também foram semifinalistas nesse período. La Coruña e Málaga também chegaram longe na Champions recemente.
A saída do brasileiro mexe o time, que após vencer Manchester United, Juventus e Real Madrid com Neymar na pré-temporada, foi atropelado pelo maior rival na disputa do primeiro título. A imagem deixada após a Supercopa ligou os alarmes do clube, que até agora só se reforçou com Gerard Deulofeu, o português Nelson Semedo e o brasileiro Paulinho. Ainda mais dependente de Messi, o Barça continua buscando as contratações do brasileiro Philippe Coutinho (Liverpool) e do francês Ousmane Dembelé (Borussia Dortmund).
Uma nova brasilidade na Espanha
Mas o raro momento de “crise” do Barcelona e a grande fase do Real de Zidane não são os únicos ingredientes do torneio que inicia agora. Sem Neymar, os volantes da Seleção Casemiro e Paulinho, recém-contratado pelo Barcelona, são ao lado do lateral Marcelo os principais representantes do Brasil em uma liga famosa por dar brilho a grandes atacantes do país. Foi assim com Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e, mais recentemente, Neymar.
- Acho que temos funções diferentes. O Casimiro ocupa uma posição fixa. Eu, por outro lado, fico numa posição mais avançada. Estou preparado para jogar na posição que decidirem - disse Paulinho, ao ser apresentado no Barça.
Apesar da saída de Neymar, o Barça é o time com mais brasileiros no Espanhol (4), são eles: Douglas, Marlon, Paulinho e Rafinha
Reserva de Marcelo na Seleção, Filipe Luís também é mais um destaque brasileiro no Campeonato Espanhol. Ganso segue em busca de seu espaço no Sevilla e outros dois ex-santistas são as grandes esperanças de gols do Brasil na competição: Willian José (Real Sociedad) e Léo Baptistão (Espanyol). Tem ainda o ex-vascaíno Douglas Luiz, recém-contratado pelo Manchester City e emprestado ao Girona.
Os brasileiros no Campeonato Espanhol
Gabriel (Leganes) Neto (Valencia) Vinícius Araújo (Valencia) Míchel (Las Palmas) Willian José (Real Sociedad)
Douglas Luiz (Girona) Filipe Luis (Atlético de Madrid) Guilherme Siqueira (Atlético de Madrid) Ganso (Sevilla) Naldo (Espanyol)
Léo Baptistão (Espanyol) Douglas (Barcelona) Marlon (Barcelona) Paulinho (Barcelona) Rafinha (Barcelona)
Sidnei (La Coruña) Guilherme (La Coruña) Marcelo (Real Madrid) Casemiro (Real Madrid) Charles (Eibar)
Donos da Europa 1
Os ingredientes que tornam o Espanhol um campeonato tão atrativo não terminam nos brasileiros que atuam por lá ou na rivalidade entre Real e Barça. Nesta década, por exemplo, o país emplacou 14 semifinalistas de um total de 28 presentas nas últimas sete edições da Champions - metade dos integrantes. Foram sete finalistas e cinco campeões. Após ficar mais de dez anos sem disputar a decisão da Champions, o Real esteve nas últimas sete semifinais, o Barça em quatro e o Atlético em três.
Donos da Europa 2
Se não levou nenhuma Champions, o Atlético venceu faturou duas taças da Liga Europa para casa, em 2009-10 e 2011-12. Mas o sucesso europeu não para no trio. Só o Sevilla conquistou o segundo principal torneio continental cinco vezes desde 2005-06. O Valencia também venceu, só que "apenas" uma vez, em 2003-04. Espanyol e Athletic Bilbao amargaram o vice nos últimos 10 anos, fora que Osasuna, Villarreal e Celta de Vigo também foram semifinalistas nesse período. La Coruña e Málaga também chegaram longe na Champions recemente.



