Multinacional diz que pode investir até mais do que anunciado na Hemobras

sexta-feira, agosto 25, 2017
A multinacional Shire, parceira no projeto de implantação da Hemobras e que havia sido afastada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em uma suposta tentativa de levar parte da produção de derivados de sangue para o Paraná, enviou uma longa nota oficial ao Blog de Jamildo rebatendo informações divulgadas pelo ministro e reafirmando interesse em investir na estatal em Goiana.

A empresa diz que pode até mesmo investir mais do que inicialmente previsto na Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre Hemobrás e Shire.

Veja a nota oficial da Shire referindo-se à manifestação protocolada no MP/TCU:

“Com relação aos últimos desenvolvimentos acerca de sua Parceria para Desenvolvimento Produtivo assinada em 2012 com a Hemobrás, informamos que, em resposta ao pedido do Tribunal de Contas da União (TCU), no âmbito da representação feita pelo Ministério Público Federal, a Shire apresentou sua manifestação no dia 21 de agosto, informando o status atual da PDP, bem como os principais termos e condições da proposta de reformulação da PDP.

A Shire confirmou seu compromisso de investimento de até U$ 250 milhões para finalização da fábrica de produção de recombinantes da Hemobrás em Goiana/PE, além do perdão dos juros sobre a dívida da Hemobrás, atualmente no valor aproximado de U$ 43 milhões, desde que algumas condições sejam acordadas e atendidas. Em outras palavras, a Shire esclareceu que seu compromisso de investimento alcança U$ 293 milhões – valor que supera aquele considerado pelo próprio Ministério da Saúde como necessário para a continuidade das atividades da parceria, mencionado em ofício enviado à Hemobrás. Diferentemente do que noticiou recentemente o Ministro da Saúde, a decisão da Shire sobre o compromisso de investimento não se deu em razão da tentativa de suspensão da PDP.

Em sua manifestação ao TCU, a Shire juntou parecer de renomado profissional médico rebatendo as falaciosas declarações de que sua tecnologia e seu medicamento seriam de terceira geração e, portanto, inferiores aos medicamentos concorrentes existentes no mercado. Por intermédio do parecer apresentado, fica claro que não há qualquer respaldo técnico para defender a superioridade de um produto com relação ao outro e, ainda, que todos pertencem à mesma geração (3ª).

Blog PE Notícias

Comente

Veja Também

Anterior
« Prev Post
Próximo
Next Post »