O processo tramita no MPPE, porque os deputados têm foro privilegiado e o caso está sendo conduzido pela promotora Christiane Roberta Gomes de Farias Santos. Procurada para comentar o caso, a promotora preferiu não conceder entrevistas e afirmou, via assessoria, que solicitou os documentos para análise. O processo corre sob sigilo e só é possível acessá-lo pelo sistema interno da promotoria.
Fontes da área jurídica ouvidas apontam que, no âmbito das contas públicas, a questão contra os parlamentares pode até estar encerrada, visto que eles se comprometeram a devolver a quantia de R$ 1,7 milhão. No entanto, eles podem ser investigados por improbidade administrativa e responder por crimes como peculato e falsidade ideológica. A decisão dependerá da análise do MPPE.
Os valores foram pagos, via verba indenizatória, por serviços que teriam sido prestados nos gabinetes.
A auditoria do TCE revelou que antes de prestarem serviços vultosos aos parlamentares, sócios das empresas já tinham bom trânsito no Legislativo. Uma das sete firmas, a A S & Silva Entregas Rápidas, que o TCE aponta não ter veículos para realizar sua atividade principal, foi a que mais recebeu recursos: R$ 622,1 mil. Ela é administrada por Sérgio José da Silva, que a auditoria descobriu ter sido comissionado da Alepe entre 2009 e 2015, e por Igor Gustavo de Lucena, que trabalha para uma terceirizada da Casa de Joaquim Nabuco.
JC



