Mais 10 vitórias: o cálculo do Náutico para fugir da queda

terça-feira, agosto 15, 2017
Com 14 pontos conquistados em 20 rodadas, o Náutico ainda não largou a lanterna da Série B 2017. O primeiro passo para deixar o fundo do poço da competição pode ser dado nesta terça (15), diante do Figueirense, na 21ª rodada da competição. Basta vencer os catarinenses na Arena de Pernambuco para chegar aos 17 pontos, superando os 16 do ABC, atual 19º colocado – alvinegro só joga sábado, contra o Internacional. Mas o técnico Roberto Fernandes já pensa também no futuro e projeta a quantidade de pontos que o clube precisa ter para sair de vez da zona de rebaixamento e escapar da queda à Série C.

“Restavam 19 jogos, agora são 18 e não passa pela cabeça de ninguém, honestamente falando, que vamos vencer todos. Tem partidas que precisamos ter uma estratégia. Se vencermos 10 dos 18 jogos, nós podemos escapar. Mas eu não posso brincar de dono do mundo e dizer que tenho segurança. Em algumas partidas nós precisaremos de ousadia e outras de mais cautela”, afirmou.

Com 10 vitórias, o Náutico chegaria a 44 pontos. De acordo com o site “Chance de Gol”, a equipe que completar essa pontuação teria 60% de probabilidade de escapar da queda. Com 47, porém, os números aumentam para 97%. Atualmente, o Timbu tem 92,3% de chances de cair à Série C.

Giovanni e Bruno
Uma das apostas para melhorar o rendimento do Náutico na competição está depositada na parceria entre Giovanni e Bruno Mota. O primeiro está recuperado de uma lesão no ligamento colateral medial do joelho direito e pode voltar aos gramados após um mês afastado – o último jogo do camisa 10 foi contra o Santa Cruz, na Arena de Pernambuco, na 14ª rodada da competição. Já Bruno Mota ganhou espaço entre os titulares após a chegada do Roberto Fernandes. A parceria, contudo, deve ser adiada.

Bruno apresentou um desgaste físico acima do normal e é dúvida para o confronto diante do Figueirense. Mesmo assim, Roberto avaliou as vantagens que pode ter com a parceria da dupla no meio-campo.

“Seguramente teríamos uma das equipes de maior criação na competição, até pelo nível dos adversários, mas eles precisariam de um compromisso sem ter a posse de bola. Não quero deles uma intensidade de marcação de um volante, mas é preciso ter recomposição. Giovanni é um jogador técnico, que tem qualidade de passe boa. Venho falando para ele não se limitar a ser apenas um atleta que dá assistência, mas sim chegando como terceiro atacante”, apontou.



FOLHAPE

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