No processo, será avaliada a participação de Lula e de seu filho em um suposto esquema de tráfico de influência para viabilizar medidas provisórias e a aquisição de caças pelo governo federal.
Em peça enviada à Justiça Federal, os advogados de Lula não detalharam os motivos da indicação de cada testemunha. Vale lembrar que, por lei, isso não é necessário. A defesa pode desistir de alguns depoimentos no transcorrer do processo, inclusive.
Todas as testemunhas foram autorizadas pelo desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1). Essa postura foi tomada após analise de um recurso da defesa de Lula contra decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal, em Brasília. O magistrado havia limitado o número de depoentes a 32.
Além do crime de tráfico de influência, Lula é réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Respondem também à ação penal o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni. Todos foram denunciados na Operação Zelotes.
O técnico Vanderlei Luxemburgo foi listado por Luís Cláudio Lula da Silva, dono de empresas de consultoria esportiva.
FOLHAPE



