“O novo modelo proposto pelo Ministério da Saúde pode prejudicar uma das melhores práticas que vem sendo executada pelo Governo Federal na área”, explica Isaltino.
A reforma deverá afetar diretamente as equipes da Saúde da Família, com a provável redução no número de Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Esses profissionais atuam na prevenção de doenças e promoção da saúde, estão em contato direto com a população com ações educativas em domicílio. A partir dessa reforma, cada município deverá adequar, de acordo com as suas realidades, o formato e a atuação das equipes.
“Essa mudança deverá repercutir no trabalho realizado pelos ACSs que têm hoje responsabilidade direta na melhora de indicadores de saúde alcançados nos últimos anos. O Ministério da Saúde pretende mudar um programa que é reconhecidamente exitoso. Precisamos defender a universalização do SUS e o fortalecimento do PNAB”, complementa o parlamentar.
As ações voltadas para a atenção básica são responsáveis por diminuírem a pressão nas redes de média e alta complexidade. O trabalho inclui desde vacinação ao acompanhamento de doenças como hipertensão, combate aos mosquitos que transmitem doenças, entre outras.
Segundo o Conselho Nacional de Saúde, se aprovada a revisão, cerca de 300 mil agentes comunitários podem perder o emprego de forma imediata.
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