Inferno astral: ações judiciais bloqueiam cotas do Santa Cruz

sexta-feira, agosto 18, 2017
As causas trabalhistas perseguem o Santa Cruz há tempo. As dívidas escancaram os problemas do clube desde gestões anteriores e as broncas ficam para o departamento jurídico resolver. A avalanche de ações atrapalha no recebimento de verbas, que estão bloqueadas, e a situação piora a cada dia por conta dos processos movidos por Carlos Alberto, Vinícius Eutrópio, Doriva, Léo Costa e Everton Santos contra o tricolor. Solução? Tenta negociar os débitos do passado com os profissionais.

Com passagem no Arruda em 2014, o meia Carlos Alberto acionou o Santa na justiça e ação bloqueou a receita que pagaria os salários atrasados do elenco e dos funcionários, segundo o presidente Alírio Moraes. Para agravar ainda mais o cenário, Vinícius Eutrópio, técnico que esteve no comando este ano e foi demitido na 6ª rodada da Série B, cobra um valor de R$ 265 mil, junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Capital.

O treinador Doriva, que trabalhou no Arruda na Série A de 2016, também tem um processo contra o clube que reivindica uma quantia de R$ 154 mil, no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Léo Costa e Everton Santos, meia e atacante que defenderam o tricolor este ano, cobram valores absurdos: R$ 1.110.637,27 e R$ 2.039.877,71, respectivamente.

As pendências financeiras infernizam a gestão do presidente Alírio Moraes, que também tem sofrido bastante devido a situações do passado. No dia 1º de junho deste ano, por exemplo, o Santa Cruz, réu em 278 processos no TRT/PE, foi o primeiro time brasileiro a perder pontos por falta de pagamentos.

Na reunião do Conselho Deliberativo, o mandatário coral mostrou os impactos dos bloqueios judiciais. "Isso (dívidas trabalhista) trouxe um caos financeiro. Nós estamos trabalhando duramente, mas com um alto nível de dificuldade. O silêncio é um fator decisivo para que o dinheiro não seja penhorado", lamentou em entrevista ao site oficial. Ele pediu apoio. "Aceito críticas, reconheço erros, mas ser conselheiro ou sócio não é só para cobrar. É preciso ter responsabilidade na crítica. O mais difícil é lidar com injustiça. Não estou aqui para tirar algo. Nosso esforço é pessoal e nunca faltou", pontuou.



FOLHAPE

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