Responsável por vistoriar o local, a perita Vanja Coelho, do Instituto de Crimnalística (IC), afirmou que a vítima, mesmo baleada, entrou na casa e alertou um amigo. "Esse colega dele nos disse que eles saíram ontem [terça-feira (22)] do presídio de Igarassu", explicou. Ainda segundo a perita, o amigo de Júlio explicou que os dois estavam morando no local após a saída do sistema penitenciário.
Ainda em conversa com a polícia, o amigo de Júlio contou ter subido para um outro pavimento da casa ao ser avisado pela vítima e, após deslocar uma telha, tentou fugir por cima da residência. "Julio tentou ir com ele, mas as telhas de amianto cederam. Esse amigo caiu em um dos quartos e Julio caiu em outro", afirmou Vanja.
Após a queda, os responsáveis pelo crime atiraram outra vez contra Júlio, que morreu no local. A versão do amigo da vítima foi comprovada pelos peritos após reprodução simulada.
No local do crime, a perícia encontrou marcas de bala em uma das portas, além de maconha sem ser processada e embalada em cigarros. A quantidade da droga não foi informada pela perícia. A motivação do crime ainda é desconhecida, mas a investigação fica a cargo do delegado Roberto Geraldo.
G1PE



