Funaro pede que justiça proíba venda de empresas da J&F

quarta-feira, agosto 02, 2017
No momento em que o grupo J&F está se desfazendo de parte significativa de seus negócios, representantes do corretor Lúcio Funaro pediram que a Justiça de São Paulo proíba a venda de empresas e bloqueie todos os bens de firmas vinculadas ao conglomerado dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Funaro diz ter atuado em favor da Eldorado Celulose, da J&F, na obtenção de um empréstimo de R$ 940 milhões junto à Caixa, em 2012. Na ação, cobra R$ 44 milhões pelos serviços prestados.

No centro da disputa está o empréstimo que, segundo delatores, teria servido de base para pagamento de propinas ao corretor e ao ex-deputado Eduardo Cunha. Funaro alega que prestou serviços lícitos à companhia.

No processo, os advogados da firma de Funaro citam a recente política de venda de ativos da J&F e alegam que o bloqueio dos bens é necessário para garantir que haja dinheiro para pagar o valor que o corretor reivindica.

Invicta Esta não é a primeira vez que a J&F é alvo de uma tentativa de travar na Justiça a negociação de suas empresas. Todas as iniciativas anteriores foram revertidas pelo grupo, que concluiu nesta segunda (31) a venda de unidades na América Latina.

Longa data Funaro, preso pela Lava Jato, está finalizando as negociações para fechar delação premiada.


FOLHA DE SÃO PAULO

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