O encontro, válido pela 17ª rodada, deveria ter acontecido há duas semanas, mas foi adiado pela morte do filho de Abel Braga, João Pedro. O técnico, que trabalhou na Ponte em 2003, foi homenageado com desejos de força.
Quando a bola rolou, a Ponte se mostrou cautelosa e só chegou perto de causar algum susto aos 10 minutos, quando Nogueira escorregou e Léo Artur preparou um chute sem marcação na área. Lucas voltou rápido e fez o corte. Depois disso, o Fluminense ditou o ritmo do jogo.
O problema, como Gustavo Scarpa comentou na saída para o intervalo, era a falta de ímpeto para furar a defesa do time de Campinas.
— Mesmo sem objetividade, ficamos mais tempo com a bola — ponderou Scarpa.
Na verdade, a Ponte terminou o primeiro tempo com 51% de posse de bola. Mas o time carioca, de fato, criou mais. Aos 23, o veloz Wellington Silva surpreendeu o zagueiro Marllon e foi parado com falta na meia-lua. Scarpa cobrou por cima. Wellington novamente apareceu bem aos 29, servindo Henrique Dourado. O chute do artilheiro tricolor desviou na zaga e quase traiu Aranha.
No segundo tempo, porém, a Ponte Preta esquentou o ritmo e o Fluminense não acompanhou. Aproveitando os espaços dados pelos laterais, especialmente por Lucas, o time de Campinas chegou duas vezes com Léo Artur dentro da área, em chutes bloqueados por Nogueira.
Quando Abel tirou Wellington, o melhor do time, e Dourado, o time parou de vez de manter a bola no ataque. Menos mal que a pontaria da Ponte não estava em dia.
— Não foi um mau resultado. O importante é fazer o dever de casa — avaliou Lucas.
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