As informações foram passadas ao G1 pelo ex-advogado de Molina e amigo da família, Fernando Tibúrcio. Segundo ele, as cinzas de Pinto Molina devem ser levadas à cidade boliviana de Cobija – onde ele foi eleito vereador – e lançadas em um lago da região, como uma homenagem.
"Ele queria passar os últimos dias por ali, disse que voltaria à Bolívia no ano que vem, ainda que fosse para ser preso. É uma forma de respeitar esse desejo."
O ex-senador boliviano ficou conhecido no Brasil em 2013, quando buscou asilo político alegando perseguição do então presidente Evo Morales (leia abaixo). Por causa disso, a família temia que o processo de traslado do corpo fosse ainda mais caro e burocrático que o normal.
A esposa e as três filhas de Molina moram em Epitaciolândia, no Acre – cidade que faz divisa com Cobija, na Bolívia. Elas vieram a Brasília para acompanhar o quadro do ex-senador mas, segundo Tibúrcio, apenas uma das filhas chegou a tempo de se despedir do pai.
Próximos passos
O corpo do político foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde desta quarta, após perícia, mas a cremação depende de autorização judicial. A família diz esperar que o trâmite seja concluído nos próximos dias, "o mais rápido possível". O DF não oferece esse tipo de serviço, e o crematório mais próximo fica em Valparaíso, no Entorno.
A queda do avião é investigada pela Polícia Civil de Goiás. Fernando Tibúrcio afirmou ao G1 que Roger Pinto Molina tinha revalidado, no Brasil, a habilitação de piloto obtida na Bolívia, e tentava ganhar "confiança" para atuar profissionalmente no setor.
"Ele estava tentando se reerguer profissionalmente. Essa aeronave era pequena, ele usava como avião de instrução, queria trabalhar com isso."
G1



