Em SP, Temer elogia Doria e diz que prefeito tem visão nacional, e não só municipalista

segunda-feira, agosto 07, 2017
O presidente Michel Temer (PMDB) elogiou na manhã desta segunda-feira (7), em São Paulo, o prefeito da cidade, João Doria (PSDB) e afirmou que ele não tem uma visão só municipalista, mas nacional .

Tanto o presidente como o prefeito afirmaram que a transferência de parte da área do Aeroporto Campo de Marte para a construção de um parque municipal, assinada nesta segunda, é fruto de um trabalho de cooperação entre governo federal e municipal e que não foi pensado pelos governos anteriores nos últimos 60 anos que se debateu o tema.

"Tenho orgulho de me equiparar às atitudes de João Doria para que nós tomássemos atitudes que estavam paralisadas há muitíssimos anos [...] Isso é fruto da ideia porque tenho um parceiro e um companheiro. João não tem uma visão só municipalista, mas nacional. Nós precisamos conciliar as opiniões", disse.

Em frente à Prefeitura, no Viaduto do Chá, Centro da capital paulista, manifestantes fizeram um protesto contra Temer. Eles carregavam faixas com dizeres como “Fora Temer, nenhum direito a menos!”

Temer e o prefeito João Doria (PSDB) assinaram o acordo que transfere parte da área do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, para a construção de um parque municipal, que deve ser o terceiro maior da cidade, e de um museu aeroespacial.

A área do Campo de Marte é disputada na Justiça entre o Município e a União desde 1958. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ganho de posse à Prefeitura, mas esse processo ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que não se manifestou.

O major-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno afirma que a intenção de protocolo é que o termo de cessão de uso do terreno ao município seja assinado em um prazo de 90 dias. Mas, mesmo antes disso, a prefeitura já pode entrar na área e fazer a limpeza e os levantamentos necessários. Damasceno afirmou que o parque tem uma "vocação esportiva".

O Campo de Marte não tem linhas comerciais regulares, mas recebe helicópteros e jatos executivos. É o endereço de escolas de pilotagem, do serviço aerostático das polícias, do Hospital da Força Aérea e de um clube para oficiais. É esse espaço que será dividido com um parque público.

O parque vai ocupar uma extensa área verde dentro do Campo de Marte. Cerca de 400 mil metros quadrados, o equivalente à 20 % do terreno, o que corresponderia ainda a metade do Parque Villa Lobos, na Zona Oeste. O espaço deve ganhar um museu aeroespacial, o Santos Dummont. Ainda não é possível para saber quando o parque deve começar a funcionar.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, detalhou como foi a negociação para a criação do parque. Ele elogia o "dinamismo" de Doria, retribuindo a gentileza do discurso do prefeito.

Doria deu detalhes do projeto no Campo de Marte. “O Museu Santos Dumont deve ocupar uma área de 70 ou 100 mil metros quadrados, e os outros 300 mil ou 320 mil metros quadrados serão o parque. Esta será a primeira parte, mas nós temos outras duas etapas a cumprir nos próximos dois ou três anos.

“No futuro haverá a desativação do Campo de Marte como pista de pouso. Ali será um grande centro poliesportivo, que é a segunda etapa deste projeto”, disse o prefeito. Para a realização desta segunda etapa, Doria disse que estuda alternativas para os aviões e helicópteros que utilizam o Campo de Marte. “Tem várias opções. Tem vários aeroportos executivos próximos a São Paulo – um inclusive é o Catarina, que deve ser entregue no início do ano que vem, homologado pela ANAC e pelas autoridades aeronáuticas", disse.


G1

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