Comissão fala em irregularidades em eleição no Quênia; manifestantes vão às ruas

quarta-feira, agosto 09, 2017
A Comissão de Direitos Humanos do Quênia afirmou nesta quarta-feira (9) ter constatado discordâncias entre os resultados provisórios anunciados pela Comissão Eleitoral, que aponta vantagem do atual presidente Uhuru Kenyatta nas eleições de terça (8), e o número de formulários assinados por agentes nas seções de voto.

A comissão, que é uma organização não-governamental, cita cinco exemplos, incluindo uma mesa de voto no oeste do condado de Nandi, onde o site do conselho eleitoral indicou 439 votos rejeitados, mas na forma impressa tinha apenas quatro, segundo a Reuters.

A dura disputa entre as duas principais dinastias políticas do país da África Oriental foi repleta de temores de violência. Kenyatta, um rico empresário de 55 anos e filho do presidente fundador do Quênia, enfrenta Raila Odinga, um ex-prisioneiro político de 72 anos e filho do primeiro vice-presidente do Quênia.

Kenyatta tinha 55% dos votos e Odinga 44%, informou o site da comissão eleitoral após quase dois terços dos locais de votação relatarem resultados.

Pesquisas de opinião divulgadas há uma semana colocavam os adversários em disputa acirrada. As campanhas foram marcadas por retóricas inflamadas, mas discursos públicos foram amplamente livres do ódio étnico que envolvia disputas anteriores, conforme os dois homens se enfrentavam pela segunda vez.

Na terça, quase 19,6 milhões de quenianos foram chamados a comparecer a 40.883 centros de votação em todo o país, segundo a Efe.

Cerca de 180 mil integrantes das forças de segurança foram mobilizadas para acompanhar a eleição em todo o território deste país do leste da África, que tem 48 milhões de habitantes.

Manifestação

Nesta quarta, manifestantes foram às ruas na capital Nairobi e houve confronto com a polícia. A estrada de Mombaça, uma das principais vias de Nairóbi, foi bloqueada por um grupo de pessoas que começaram a lançar pedras, informaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

Em outras partes do país, como em Kisumu (oeste), a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar um pequeno grupo de manifestantes.


G1

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