A ameaça de transbordar dois reservatórios em áreas próximas de Houston, deixou os moradores ainda mais receosos. A brasileira Lucila Guibu, 62 anos, natural de São Paulo, conversou pelo Whatsapp com a reportagem da Folha de Pernambuco, e mostrou desespero em não saber o que pode acontecer nas próximas horas. Ela mora há 17 anos em Missouri City, em Houston, onde a tempestade não cessava. “Tive que sair de minha casa, mas por conta da abertura das comportas das represas, para diminuir o nível do rio Brazos. Estou na casa de amigos, agora. A situação é complicada , por que não sabemos o que vai acontecer”.
Segundo Lucila, a cidade está paralisada. Supermercados, quando abrem, estão lotados. Alguns ítens já fazem falta. “Não estamos sem alimentos, por que os governos emitiram alertas para a população por meio das TVs. Todo mundo se adequou. Aqueles que não conseguiram estocar alimentos não perecíveis , recebem apoio de amigos, família. Há muita solidariedade aqui”, contou.
O governador do Texas, Greg Abbout, disse que quando a água baixar, começará a tarefa de reconstrução, que, segundo ele, deve levar mais de um ano. O diretor da Fema foi mais longe e estimou que durará vários “anos”.
FOLHAPE
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