A aprovação visa transformar a região em um importante polo produtor de navios, aviões, radares, fardamentos, satélites, veículos não tripulados e desenvolvimento cibernético. Com isso, empresas do ramo vão conseguir linhas de financiamento para se estabelecer na região.
Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o Nordeste passa a ter a possibilidade de competir com empresas internacionais, além de fomentar uma maior geração de emprego e renda. O ministro lembra que esse é um setor gera uma renda de aproximadamente US$ 4 trilhões no mundo.
"Nós não tínhamos condição de competir internacionalmente. O fundo, ao possibilitar o financiamento de empresas e nós temos empresas que querem se instalar no Nordeste, vai contribuir para a descentralização da indústria de defesa, hoje concentrada no Sudeste e no Sul. Se você não tem uma indústria de defesa, você não tem independência e nem capacidade de se defender", afirma.
A reunião contou com a presença dos ministros da Defesa e também o da Integração, Helder Barbalho. Dos nove governadores do Nordeste que integram o conselho, apenas o de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), esteve presente. Minas Gerais e Espírito Santo também fazem parte do conselho. Desses, só o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), compareceu à reunião. A aprovação dos fundos foi o primeiro item a ser discutido.
Jungamann ainda destaca que o incentivo será maior para empresas nacionais, que terão um financiamento com taxas menores e mais prazo maior. Segundo ele, ainda não há a sinalização de empresas interessadas em se colocar no Nordeste, mas lembra que o Maranhão e Pernambuco são dois estados favoráveis para o recebimento desse tipo de empreendimento.
"Você tem o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, favorável para o setor espacial. Eu tenho andado muito mundo a fora e o tenho ouvido muito sobre terrorismo e ataques cibernéticos. Aqui em Pernambuco, nós temos o Porto Digital e podemos trazer um polo voltando para a defesa cibernética", afrima o ministro da Defesa.
G1PE



