De acordo com o delegado Francisco Océlio, responsável pelo caso, não houve reação do universitário Leonardo de Lima Fideles, 24, como levantado na época. “Nós ouvimos Leonardo, a vítima, e ele afirmou que o único movimento brusco que ele fez foi se levantar. Ele nega ter avançado contra Gabriel”, contou delegado.
O universitário teria duvidado da veracidade da arma, o que motivou o assaltante a atirar. “Ele (Leonardo) fala que, de fato, não teve uma ação de ir para cima do Gabriel, mas questionou se arma ser verdadeira. Uma vez feito esse questionamento, o Gabriel respondeu: ‘ah, não é verdadeira não? É de brinquedo?’, e deu o primeiro disparo”, descreveu o delegado. O primeiro disparo dado atingiu a região abdominal do Leonardo, e o segundo disparo atingiu cabeça de Maria Clara Silva, 20.
O suspeito, Gabriel, se apresentou à polícia cerca de uma semana após o assalto, alegando que o tiro tenha sido acidental. “A versão que ele apresenta é de que ele só deu um tiro, esse disparo que atingiu a região abdominal do Leonardo. E que deu um disparo para cima, quando uma aglomeração de pessoas atraídas pelo barulho do disparo, tentou captura-los”, contou Océlio. “Nós avaliamos as imagens referentes ao horário em que aconteceu e provamos por meio dessas imagens que eles estavam mentindo, que não houve aglomeração de pessoas”, completou.
De acordo com a polícia, a dupla de assaltantes teria sido atraída pela baixa iluminação do local e distância das câmeras de segurança da avenida. O caso é tratado como uma dupla tentativa de latrocínio, no caso do maior. O jovem de menor, que também participou da ação, responderá por ato infracional correspondente a um duplo latrocínio tentado, mas foi isento pelo comparsa. “No caso do menor, o Gabriel isentou ele de qualquer responsabilidade. Segundo ele [Gabriel], a intenção de praticar o assalto foi dele, que convidou o menor para sair e 'brincar' ali nas redondezas”, contou o delegado.
Uma semana após o caso em Boa Viagem, outras vítimas da mesma dupla, identificaram os assaltantes e teriam comparecido a polícia para prestar depoimento mas desistiram por medo de represálias. Mesmo com o boletim não finalizado, isso apontou para a investigação de que eles teriam como prática realizar assaltos na área de Boa Viagem.
FolhaPE



