Segundo o hospital, os pacientes devem ser atendidos entre o fim deste mês e agosto. No dia 14 de julho, dezenas de pessoas dormiram na fila para tentar conseguir uma das 65 vagas disponíveis. Na sexta-feira (19), a Secretaria Estadual de Saúde havia informado que disponibilizaria vagas para exames nas unidades estaduais de saúde, para diminuir a fila de espera no HC.
Em nota, a assessoria de comunicação do hospital afirmou que, dos 150 pacientes que estavam na fila, 142 são da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata.
Por isso, só serão disponibilizadas vagas em Garanhuns, no Agreste; Afogados da Ingazeira, Salgueiro e Serra Talhada, no Sertão, para os oito pacientes que residem em regiões próximas a essas cidades.
Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, na sexta-feira (19), a secretária executiva de Atenção à Saúde do estado, Cristina Mota, havia informado que um sistema online de gerenciamento vai direcionar os pacientes que estão na fila do HC às unidades de saúde geridas pelo estado. O foco principal é contemplar quem mora no interior e precisa ir à capital pernambucana para ser atendido.
Na madrugada de sexta-feira (14), no entorno do Hospital das Clínicas (HC), pessoas doentes e parentes lutavam por um espaço para garantir uma ficha para realização de exames. Ao todo, são 65 fichas entregues por dia. A quantidade não consegue suprir a demanda.
São pacientes e acompanhantes que percorrem quilômetros, cruzam municípios, para tentar realizar uma ultrassonografia, exame capaz de visualizar órgãos internos e apontar possíveis problemas.
Tem paciente que aguarda o exame há quatro meses. Sentindo dores, outros tentam marcação durante dias seguidos. No local, idosos, que teriam prioridade no atendimento, disputam uma ficha ao lado de jovens e adultos. Eles ainda reclamam que não há banheiros disponíveis para quem espera.
A distribuição de fichas tem início às 6h. Entretanto, na sexta (14), até as 8h não havia começado a entrega. Além da fila a perder de vista, os pacientes ainda precisam conviver com a falta de informação. Até o momento em que a reportagem da TV Globo esteve no local, nenhum funcionário foi visto orientando as pessoas.
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