A primeira metade de turno do Náutico foi desastrosa. O técnico Waldemar Lemos comandou o clube nos sete primeiros jogos e o auxiliar, Levi Gomes, esteve à frente da equipe na oitava rodada. Nos primeiros 24 pontos em disputa, apenas dois foram obtidos. Um aproveitamento humilhante de 8,3%. Na ocasião, os pernambucanos eram os únicos que ainda não haviam vencido, acumulando dois empates e seis derrotas. Foram cinco gols marcados e 16 sofridos.
Beto Campos apostou na contratação de atletas de sua confiança, buscando, inicialmente, consertar o setor defensivo. O número de gols tomados caiu pela metade - oito em oito jogos, mas o ataque ainda está devendo: marcou os mesmos cinco da primeira metade. A primeira vitória veio (1x0 diante do ABC, no Frasqueirão), entretanto o clube segue sem ganhar em casa, com quatro empates e quatro derrotas em seus domínios. O Alvirrubro venceu uma, empatou três e perdeu quatro com o novo técnico, conquistando seis pontos - aproveitamento de 25%.
Se o campeonato tivesse começado após a nona rodada, o Náutico continuaria na zona de rebaixamento. Mas isso não significa que o cenário estaria o mesmo. O Timbu seria o 19º, já que o ABC somou apenas três pontos nas últimas oito rodadas. Luverdense (17º) e Figueirense (18º) seguiriam no grupo dos quatro piores. Os catarinenses estariam dois pontos acima dos pernambucanos e o time de Lucas do Rio verde, três. O G4 não teria Juventude (2º) e Guarani (3º). Os gaúchos fizeram apenas nove pontos e os paulistas, 13. CRB (6º) e Criciúma (9º) herdariam as vagas. O Galo faturou 18, enquanto o Tigre ganhou 15. Ninguém, porém, deu um salto maior do que o América/MG. Até a oitava rodada, o Coelho tinha somente 10 pontos, na 14ª colocação. Agora está na liderança, com 30, após uma sequência de 20 pontos alcançados em 24 disputados.
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